Ciências Farmacêuticas - Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica

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O objetivo da obra é oferecer aos estudantes dos cursos de graduação em Farmácia, no Brasil, bem como aos profissionais das áreas de Farmácia Hospitalar, Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica, os subsídios que permitam o planejamento e a implementação de suas atividades. Estruturada em quatro partes, a obra apresenta os aspectos gerais relativos à saúde no País, a Farmácia Hospitalar e suas funções, a Farmácia Clínica e a Atenção Farmacêutica como práticas profissionais, os aspectos filosóficos e educacionais das referidas áreas, além de experiências nacionais e de países como Chile, Portugal e Espanha, relatados por especialistas reconhecidos internacionalmente. O leitor também encontrará extensa bibliografia para consulta e questões para avaliação da compreensão dos temas abordados.

 

46 capítulos

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Ciências Farmacêuticas - Farmácia Clínica e Atenção Farmacêutica

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1ª Prova

Autor: Storpirtis

Edição: 1.ª

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Ciências Farmacêuticas

Farmácia Clínica e

Atenção Farmacêutica

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Ciências Farmacêuticas

Farmácia Clínica e

Atenção Farmacêutica

SÍLVIA STORPIRTIS

Farmacêutica-Bioquímica.

Mestre e Doutora pelo Departamento de Farmácia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (FCF-USP).

Diretora Técnica da Divisão de Farmácia e Laboratório Clínico do Hospital Universitário da USP (HU-USP).

Coordenadora do Curso de Especialização em Farmácia Clínica Hospitalar da FCF e do HU-USP.

Consultora-técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na Área de

Medicamentos Genéricos, Biodisponibilidade e Bioequivalência (1999-2006).

Professora Associada, Disciplina de Farmácia Clínica, Departamento de Farmácia da

 

Capítulo 1 - A Assistência à Saúde no Brasil

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CAPÍTULO 1

A Assistência à Saúde no Brasil

Claude Machline

RESUMO

O presente capítulo trata da assistência à saúde no Brasil.

Com recursos limitados, os sistemas nacionais de saúde, avaliados à luz de indicadores de sobrevivência, conseguem resultados animadores. Após a descrição dos sistemas público e privado de assistência médica do país e do inventário dos recursos existentes, efetua-se uma comparação da situação nacional com a de outros países de igual e maior nível de desenvolvimento.

O sistema público de saúde, o SUS, que atende a 180 milhões de habitantes, é de um porte sem paralelo no mundo ocidental. O sistema privado, acessível a 40 milhões de pessoas, a parcela da população total de 180 milhões que dispõe de um plano particular de saúde, é de um porte comparável aos dos maiores países europeus. Focalizando-se a seguir a questão dos medicamentos e sua distribuição à população carente, descreve-se o extenso fluxo logístico que percorrem desde as indústrias farmacêuticas dos grandes centros até os postos de saúde mais afastados do país. Nas considerações finais, sugerem-se medidas práticas que permitam consolidar os expressivos progressos alcançados na área de saúde no Brasil.

 

Capítulo 2 - Uma Carência do Sistema Único de Saúde (SUS): A Assistência Farmacêutica Íntegra

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CAPÍTULO 2

Uma Carência do Sistema Único de Saúde

(SUS): A Assistência Farmacêutica Íntegra*

Dirce Cruz Marques e Sandra Aparecida Jeremias

INTRODUÇÃO

Esta explanação pretende, mais do que apresentar opções quanto à superação de problemas, instigar à reflexão sobre a dimensão social, política e econômica de questões que envolvem fármacos. Deseja-se considerá-los com base em aspectos amplos que explicam o contexto incipiente de compreensão sobre as políticas farmacêuticas nos países em desenvolvimento e, em especial, no Brasil.

Os processos ocorridos nos campos político, social e econômico desde os fins do século 19, e que se estenderam no século 20, influíram intensamente na forma como a saúde tem sido promovida, prevenida e recuperada nos países pobres.

No Brasil, recentemente, políticas restritivas impuseram critérios notadamente econômicos como norteadores da organização dos serviços de saúde.

Após décadas de políticas sanitárias com efeitos discriminatórios, a Constituição Federal de 1988 traz, pela primeira vez, a garantia de saúde para todos os cidadãos, como dever do Estado. É a criação do Sistema Único de Saúde (SUS). A

 

Capítulo 3 - A Vigilância Sanitária e a Política Nacional de Medicamentos no Brasil: Medicamentos Genéricos, Similares e Novos

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CAPÍTULO 3

A Vigilância Sanitária e a Política Nacional de Medicamentos no Brasil: Medicamentos

Genéricos, Similares e Novos

Sílvia Storpirtis e Márcia Martini Bueno

INTRODUÇÃO

O presente capítulo reúne informações sobre o processo de estabelecimento da Vigilância Sanitária no Brasil, destacando-se as transformações que ocorreram nessa área, principalmente durante e após o período de 1990 a 1999.

Pretende-se que, após sua leitura e reflexão, o leitor tenha ferramentas para melhor compreender o arcabouço regulatório sobre registro de medicamentos no país, a partir da criação da

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em 1999.

Certamente não constitui texto que pretenda exaurir o tema em discussão, mas aguçar o interesse por maiores detalhes, a serem pesquisados, por exemplo, em obras citadas como bibliografia complementar ao final do capítulo.

A VIGILÂNCIA SANITÁRIA

As atividades ligadas à vigilância sanitária no Brasil foram estruturadas nos séculos XVIII e XIX, para evitar a propagação de doenças nos agrupamentos urbanos que estavam surgindo. A execução dessa atividade exclusiva do Estado, por meio da polícia sanitária, tinha como finalidade observar o exercício de certas atividades profissionais, coibir o charlatanismo, fiscalizar embarcações, cemitérios e áreas de comércio de alimentos.

 

Capítulo 4 - Princípios de Farmacoepidemiologia

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CAPÍTULO 4

Princípios de

Farmacoepidemiologia

Nicolina Silvana Romano-Lieber

INTRODUÇÃO/HISTÓRICO

A pesquisa e a introdução de novos medicamentos têm permitido importantes avanços na terapia de doenças que levavam à morte ou deixavam seqüelas, permitindo sua cura, o prolongamento da vida ou mesmo a melhora da qualidade de vida do seu usuário. Entretanto, não é incomum que esses mesmos medicamentos produzam efeitos não desejados.

Segundo Edwards; Aronson (2000), essa ambigüidade se justifica, pois é de se esperar que uma substância com atividade farmacológica potencial possa atuar como um remédio e um veneno em um organismo vivo. Essa perspectiva particular, na qual o medicamento é estudado como determinante de saúde ou de doença em uma população ou grupo específico, é o objeto de estudo da Farmacoepidemiologia. Em consonância com esses princípios, são várias as propostas de definição para este ramo da ciência. Tognoni; Laporte (1989) estabelecem que a “epidemiologia dos medicamentos e dos tratamentos é o estudo do uso e dos efeitos desses insumos”. Strom (1994) define de forma mais específica, propondo a Farmacoepidemiologia como o “estudo do uso e dos efeitos dos medicamentos em um grande número de pessoas”. Para esse autor, trata-se de um campo de conhecimento que faz uma ponte entre a Farmacologia Clínica e a Epidemiologia, utilizando os métodos desta

 

Capítulo 5 - Introdução à Farmacovigilância

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CAPÍTULO 5

Introdução à Farmacovigilância

Murilo Freitas Dias

INTRODUÇÃO

Os atuais métodos de desenvolvimento de medicamentos e as modernas medidas regulatórias, prévias ao seu lançamento no mercado, vêm aumentando a segurança dos produtos farmacêuticos contemporâneos. Porém, novas reações adversas a medicamentos (RAM), de importância para a saúde pública, são identificadas após o período de comercialização, necessitando de um processo adequado de monitorização.

A introdução no mercado de novas classes de medicamentos que utilizam como foco de desenvolvimento o conhecimento do corpo humano, principalmente pelo estudo de nosso código genético, vem expandindo a possibilidade da cura de novas doenças, mas pode trazer conseqüências nocivas inesperadas, com grande potencial de risco à saúde pública se não detectadas a tempo. Este processo se diferencia do desenvolvimento de medicamentos que ocorreu, majoritariamente, até o século

XIX, que buscava identificar produtos naturais ou seus derivados, tais como o ácido acetilsalicílico, sulfonamidas e penicilinas para curar as doenças.

 

Capítulo 6 - Marketing e Promoção de Medicamentos

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CAPÍTULO 6

Marketing e Promoção de Medicamentos

Nádia Araci Bou Chacra, Maria José Delgado Fagundes e

Terezinha de Jesus Andreoli Pinto

CONSIDERAÇÕES GERAIS

O termo marketing, de origem anglo-saxônica, deriva do latim mercari, que significa comércio, ato de mercar, trocar, comercializar ou, ainda, transacionar. O seu conceito evoluiu a partir da Revolução Industrial (1780) e sofreu inúmeras transformações no decorrer do século XX.

Segundo Kotler (2000), o marketing pode ser definido como processo social pelo qual os indivíduos e grupos obtêm aquilo que desejam e de que necessitam, criando e trocando produtos e valores uns com os outros. É uma atividade humana, social e gerencial que se constitui na administração de processos organizacionais competitivos direcionados à identificação das necessidades e desejos do mercado, assim como à satisfação da demanda. Estes objetivos são atingidos por meio da criação e troca de produtos e valores e da oferta de bens e serviços discricionários (aqueles escolhidos pelo desejo, em detrimento da simples necessidade), de forma criativa e diferenciada, visando

 

Capítulo 7 - Interações Medicamentosas

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CAPÍTULO 7

Interações Medicamentosas

Seizi Oga

INTRODUÇÃO

Entre cerca de 60.000 tipos de substâncias com os quais a população tem a possibilidade de entrar em contato diariamente, segundo estatística da Environmental Protection Agency

(EPA) dos Estados Unidos da América, estão os ingredientes ativos de medicamentos que representam cerca de 6,3%. Muitas dessas substâncias que são biologicamente ativas adentram o organismo, através de diferentes vias de acesso, e exercem suas atividades. Nosso corpo, constituído de substâncias químicas, funciona como um tubo de ensaio, onde os nutrientes alimentares são processados metabolicamente para manter a vida, mas simultaneamente outras substâncias reagem, entre si, ou atuam de forma nociva, com perturbação de mecanismos fisiológicos.

Os fármacos, ou componentes ativos de medicamentos, são dotados de propriedades terapêuticas específicas, mas, na sua maioria, são substâncias estranhas ao organismo.

 

Capítulo 8 - Ética em Pesquisa

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CAPÍTULO 8

Ética em Pesquisa

Maurício Seckler

INTRODUÇÃO

Este capítulo tem um cunho prático, fornecendo indicações para aqueles envolvidos com pesquisa de novos fármacos, pesquisa clínica e avaliações de bioequivalência. Não é possível esgotar, em um capítulo, as relações entre ética e pesquisa, pois a extensão desta polêmica já rendeu livros. Contudo, algumas considerações merecem menção, sendo que, aqui, algumas concepções serão propositalmente destinadas a levantar dúvidas. Algumas afirmações não terão uma longa explicação, mas nas referências todos terão oportunidade de aprofundamento, se o desejarem.

Até pouco tempo atrás não havia preocupação no ensino de procedimentos éticos aplicados na pesquisa, os alunos aprendiam acompanhando ou observando seus mentores (EMANUEL et al., 2003). Este capítulo é uma reunião de idéias que não determina um treinamento formal, mas dá ferramentas para sua construção contínua.

ASPECTOS HISTÓRICOS

 

Capítulo 9 - Gestão de Suprimentos e Custos Hospitalares

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CAPÍTULO 9

Gestão de Suprimentos e

Custos Hospitalares

Fernanda Pimentel Ferreira Osmo e André Alexandre Osmo

INTRODUÇÃO

Em hospitais, os gastos com materiais representam aproximadamente 15 a 25% das despesas correntes; em unidades ambulatoriais os materiais podem comprometer 2 a 5% do total das despesas.

Em geral, em um hospital são consumidos regularmente entre 3.000 e 6.000 itens diferentes e em um ambulatório, entre

200 e 500 itens.

Esses números mostram que a complexidade de um sistema não está restrita à quantidade de variáveis ou ao seu custo – é necessário considerar também a complexidade do seu processo produtivo.

O processo de produção do setor da saúde é muito complexo e o hospital, uma das mais intrincadas unidades de trabalho, porquanto ele constitui um centro de interação de várias disciplinas e profissões, incorporando tecnologias, gerando um modelo assistencial com uma variedade enorme de itens e graus de diversidade.

 

Capítulo 10 - Farmácia Hospitalar: Planejamento, Missão e Visão

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CAPÍTULO 10

Farmácia Hospitalar: Planejamento,

Missão e Visão

Adriano Max Moreira Reis

INTRODUÇÃO

O planejamento é um instrumento de gestão que, através da análise e discussão, leva uma organização ao diagnóstico,

à visão do futuro desejável e factível e ao estabelecimento dos objetivos e programas de trabalhos.

O custo da assistência à saúde, a complexidade da farmacoterapia e a morbimortalidade relacionada a medicamentos são alguns dos fatores que estão determinando mudanças profundas na prática farmacêutica. No âmbito hospitalar essas mudanças consistem no redirecionamento das ações focadas na provisão de medicamentos para ações centradas no paciente. Essas ações buscam melhorar a qualidade do processo de utilização de medicamentos, alcançando resultados concretos capazes de agregar valor ao processo assistencial nos aspectos econômicos, humanitários e clínicos (REIS, 2003; ZELMER, 2001).

Neste contexto de mudanças, o planejamento assume papel de destaque, pois possibilita interagir com a realidade e programar as estratégias e ações necessárias para alcançar os objetivos e metas desejadas.

 

Capítulo 11 - Área Física, Recursos Humanos, Recursos Materiais e Infra-estrutura na Farmácia Hospitalar

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CAPÍTULO 11

Área Física, Recursos Humanos, Recursos

Materiais e Infra-estrutura na Farmácia

Hospitalar

Adriano Max Moreira Reis e Maria das Dores Graciano Silva

INTRODUÇÃO

A importância da Farmacoterapia no processo assistencial cresce a cada dia em virtude das pesquisas clínicas que determinam a inserção de um número elevado de novos fármacos no arsenal terapêutico. Em conseqüência do avanço tecnológico da indústria farmacêutica, os fármacos são lançados em novas formas farmacêuticas e sistemas de liberação, sendo necessária uma avaliação criteriosa da segurança, efetividade e custo.

Nesse contexto, as ações da Farmácia Hospitalar se tornam mais importantes e devem assegurar o desenvolvimento de uma assistência farmacêutica integral que atenda ao perfil assistencial do hospital e às necessidades individuais dos doentes.

Dentro da visão da integralidade do cuidado, a Farmácia Hospitalar, além das atividades logísticas tradicionais, passa a realizar atividades assistenciais e técnico-científicas, buscando contribuir para a qualidade e racionalidade do processo de utilização dos medicamentos no âmbito hospitalar.

 

Capítulo 12 - Experiência do Hospital Estadual Sumaré na Informatização e Automação da Farmácia Hospitalar

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CAPÍTULO 12

Experiência do Hospital Estadual Sumaré na Informatização e Automação da

Farmácia Hospitalar

Roselene Maria Martins e Josy de Cássia Monegatte Gomes

INTRODUÇÃO

A evolução dos serviços de saúde tem gerado a busca constante pela adequação e aperfeiçoamento dos serviços e dos profissionais, aliada à condição econômico-financeira das instituições. É um desafio a todos os segmentos da área da saúde, que devem apresentar propostas e soluções que conduzam à concretização desse objetivo.

Nesse contexto, a Farmácia Hospitalar assume um papel de vital importância na assistência prestada ao paciente, garantindo a qualidade das atividades assistenciais com a racionalização de recursos, já que é responsável por um percentual significativo do orçamento da instituição.

Baseando-se em dados históricos, conceituais e operacionais, abordar-se-á, neste capítulo, a informatização da Farmácia Hospitalar como ferramenta essencial para dinamizar e aprimorar a Assistência e a Atenção Farmacêuticas prestadas às unidades hospitalares, aliada à otimização de custos.

 

Capítulo 13 - Gestão da Qualidade e Indicadores na Farmácia Hospitalar

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CAPÍTULO 13

Gestão da Qualidade e

Indicadores na Farmácia Hospitalar

Sonia Lucena Cipriano e Vitória Kedy Cornetta

INTRODUÇÃO

CONCEITOS E PRINCÍPIOS DA QUALIDADE

O mundo vem passando, em curto espaço de tempo, por intensas e profundas transformações nos campos político, econômico, tecnológico e filosófico, determinando o surgimento de novos paradigmas, ou seja, a globalização da economia, o poder da informação e do conhecimento, a parceria com delegação de autoridade, a ampliação dos direitos individuais, a educação como processo de vida e a busca contínua da qualidade.

A Organização Mundial da Saúde define qualidade como: um alto nível de excelência profissional, uso eficiente dos recursos, um mínimo de riscos para o paciente, um alto grau de satisfação do paciente com impacto final na saúde. A gestão para a qualidade é um longo caminho a ser percorrido, e se obtém com a implementação de um sistema de liderança

(missão, visão e valores), direcionado por estratégias e planos, com foco nos desejos do cliente e envolvimento da sociedade, por meio da gestão de pessoas e monitoramento contínuo dos processos, embasados por um sistema de informação e conhecimento para obtenção dos resultados.

 

Capítulo 14 - Seleção de Medicamentos

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CAPÍTULO 14

Seleção de Medicamentos

Eliane Ribeiro e Cristina Akiko Takagi

INTRODUÇÃO

A terapia farmacológica atual é relativamente recente. Até o começo do século XIX, os remédios eram de origem natural e não se conheciam suas estruturas químicas. Eram receitados com base em tradições ou em seus efeitos empíricos e produzidos para atender à necessidade individual de cada paciente, sendo prescritos por meio de formulações e manipulados por “boticários” (LAPORTE; TOGNONI; ROZENFELD,

1989; SOCIEDADE BRASILEIRA DE VIGILÂNCIA DE MEDICAMENTOS, 2001).

A partir da década de 1940, o desenvolvimento das ciências biológicas e o crescimento da economia mundial possibilitaram o surgimento dos fármacos e das indústrias farmacêuticas. Posteriormente, o incremento exponencial do número de especialidades farmacêuticas no mercado acarretou benefícios incalculáveis para a humanidade. Esses novos medicamentos tinham a capacidade de tratar e/ou curar pessoas com doenças consideradas “mortais”, como as infecciosas e epidêmicas, possibilitando a melhoria da qualidade e o aumento da expectativa de vida da população (DUPUY; KARSENTY, 1979; LAPORTE;

 

Capítulo 15 - Aquisição de Medicamentos e Materiais

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CAPÍTULO 15

Aquisição de Medicamentos e Materiais

Patricia Sayuri Katayose Takahashi e Eliane Ribeiro

INTRODUÇÃO

AQUISIÇÃO DE MEDICAMENTOS

Nos últimos anos, o Brasil tem vivenciado nova realidade econômica, obrigando as instituições hospitalares a adaptar seus orçamentos às necessidades da população assistida, sendo que a racionalização dos gastos tem sido a principal meta de administração financeira.

Com a evolução da área médica, o diagnóstico precoce das doenças e o aparecimento de novas alternativas terapêuticas, os gastos com medicamentos e materiais descartáveis têm aumentado, inclusive no Brasil.

Segundo Vecina Neto; Ferreira Júnior (1996), as despesas com materiais descartáveis representam 15% a 25% do orçamento de um hospital, e os medicamentos alcançam 20% desse valor. Essas despesas, também, devem considerar o fator qualidade, que deve ser buscado exaustivamente, independente da situação financeira da instituição.

 

Capítulo 16 - Armazenamento de Medicamentos

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CAPÍTULO 16

Armazenamento de Medicamentos

Maria Cristina Sakai, Maria de Fátima Lima e Altamir Benedito de Sousa

INTRODUÇÃO

ÁREA FÍSICA

A Farmácia Hospitalar vem evoluindo nos últimos anos, e de um simples almoxarifado e dispensário de medicamentos, passou também a exercer atividades clínicas de acompanhamento de pacientes submetidos à terapia medicamentosa. Para garantir uma terapia adequada, o medicamento deve chegar ao paciente com qualidade, tendo garantida sua estabilidade físico-química e microbiológica.

Nesse aspecto, a armazenagem correta é de fundamental importância, e é essencial a atuação do farmacêutico supervisionando essa atividade. Porém, além dos conhecimentos técnicos relacionados aos medicamentos, exigem-se, também, noções de logística e gerenciamento de materiais devido ao alto custo dos medicamentos, o que implica o monitoramento do prazo de validade e a proteção contra danos, deteriorações ou desvios.

Este capítulo aborda os aspectos relativos ao armazenamento de medicamentos, fornecendo noções gerais sobre as técnicas empregadas para a correta estocagem.

 

Capítulo 17 - Sistemas de Distribuição de Medicamentospara Pacientes Internados

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CAPÍTULO 17

Sistemas de Distribuição de Medicamentos para Pacientes Internados

Eliane Ribeiro

INTRODUÇÃO

Há 50 anos, farmacêuticos hospitalares procuram integrarse à equipe de saúde com o propósito de contribuir para a melhoria da qualidade da assistência prestada ao paciente. O

Sistema de Medicamentos por Dose Unitária, por suas características, torna isso possível. Assim, com este capítulo pretendese apresentar tal sistema, expor a necessidade de implantá-lo em hospitais e contribuir para a criação de um único time multiprofissional que assista com segurança, qualidade e economia o paciente internado.

TIPOS DE SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO DE

MEDICAMENTOS

Para a melhor compreensão do capítulo, será feito um breve resumo dos distintos tipos de sistemas de distribuição de medicamentos aos pacientes internados.

Os sistemas de distribuição de medicamentos são divididos em dois grandes grupos: o tradicional e o moderno. O primeiro inclui o coletivo, o individualizado e o misto; o último, o por

 

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