Dentística Restauradora - Do Planejamento à Execução

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Clássica e objetiva, a obra apresenta técnicas e tecnologias, materiais e perspectivas para a Dentística, que, nos últimos anos, tem passado por mudanças conceituais importantes, que provocam grande impacto na Odontologia tradicional. São 20 capítulos que abordam desde os primeiros sintomas e sinais da doença cárie até o tratamento mais complexo, passando pelos conhecimentos da Odontologia minimamente invasiva. Outro tema de relevância é o conceito de cuidado com a saúde, o que deve ser prioritário em relação ao tratamento e, principalmente, à prevenção da doença e de novas lesões. Com esta visão abrangente, Dentística Restauradora | Do Planejamento à Execução é uma proposta de reflexão sobre os caminhos da Odontologia e uma excelente oportunidade de agregar e incorporar novos conhecimentos.

 

20 capítulos

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1 Cariologia Contextualizada nas Evidências Atuais

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Cariologia Contextualizada nas Evidências Atuais

Eliseu Aldrighi Münchow ■ Maximiliano Sérgio Cenci

Introdução

A cárie dentária acomete indivíduos em escala mundial. Apresenta uma série de definições, sendo geralmente descrita como o resultado da dissolução mineral do dente originada pela ação metabólica de um biofilme ativo que se instala sobre o mesmo.1 Durante muito tempo, o conhecimento sobre a cárie permaneceu limitado a essa concepção, isto é, acreditava-se que a cárie se caracterizasse exclusivamente pela perda de estrutura física e química do dente. No entanto, uma melhor compreensão do processo carioso, em virtude de novas pesquisas e tecnologias, vem demonstrando que estamos diante de uma doença que possui uma série de fatores inter-relacionados de maneira bastante complexa.

Diferentemente do que ocorria com base na definição antiga (cárie = cavidade no dente), percebe-se agora que o manejo da cárie dentária envolve interferir positivamente no comportamento biopsicossocial do indivíduo acometido, já que tanto fatores que atuam diretamente sobre o dente, como o biofilme e o consumo de carboidratos, quanto fatores sociais e hábitos individuais influenciam o desenvolvimento dos sinais e sintomas da doença.

 

2 Planejamento Integrado em Odontologia

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Planejamento Integrado em Odontologia

Raquel Venâncio Fernandes Dantas ■ Rafael Guerra Lund

Introdução

O plano de tratamento consiste em uma sequência de ações elaborada de forma racional para a tomada de decisões em saúde. Pode ser considerado ideal quando todas as alternativas planejadas forem executadas levando a resoluções definitivas com a menor intervenção possível.1

Os planos de tratamento podem variar segundo as áreas de atuação e as diferentes opções de tratamento, mas devem sempre proporcionar um atendimento de qualidade integrado ao paciente.

O cirurgião-dentista generalista deve ser capaz de realizar um planejamento odontológico integrado voltado para prevenção, diagnóstico, tratamento e manutenção das condições de saúde bucal do seu paciente.2

Diversos fatores influenciam a elaboração do plano de tratamento, tais como:

Estado da doença do paciente

Condições de arcar com os custos do tratamento1

 

3 Nomenclatura, Classificação das Lesões e Princípios Cavitários Diretos

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3

Nomenclatura, Classificação das Lesões e Princípios

Cavitários Diretos

Lisia Lorea Valente ■ José Luiz de Souza

Nomenclatura

Segundo o Dicionário Aurélio, nomenclatura quer dizer “conjunto de termos peculiares a uma arte, ou ciência”, ou seja, é o modo de nomear algo utilizando regras e metodologias próprias de uma determinada área da ciência. Portanto, nomenclatura é a terminologia (termos técnicos) empregada para facilitar a comunicação dos profissionais de uma mesma área.

De acordo com as superfícies dentais, as faces (lados da cavidade) podem ser nomeadas de seis maneiras diferentes, conforme explicado a seguir.1,2

Superfícies dentais

Os dentes apresentam cinco superfícies ou faces (Figura 3.1):

■ Vestibular: face ou superfície voltada para os lábios e as bochechas

■ Lingual/palatal: face voltada para o palato (arco superior), denominada palatal, e para a língua

(arcada inferior), denominada lingual

■ Mesial: superfície que mantém contato com os dentes adjacentes e se encontra mais próxima da linha média

 

4 Instrumentos, Materiais e Equipamentos Utilizados em Dentística Restauradora

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Instrumentos, Materiais e

Equipamentos Utilizados em Dentística Restauradora

Renato Azevedo de Azevedo ■ Rafael Guerra Lund

Introdução

O objetivo deste capítulo é apresentar para os estudantes de odontologia os principais instrumentos, materiais e equipamentos de uso geral em dentística restauradora. Apesar de alguns acessórios serem de uso comum em vários procedimentos odontológicos, eles serão apresentados com base em uma classificação que facilitará o entendimento do aluno.

Instrumentos exploradores

Espelho intrabucal

O espelho intrabucal, ou odontoscópio, é um dos mais importantes instrumentos exploradores usados na odontologia (Figura 4.1 A). Dentre suas diversas funções, estão:

■ Possibilitar a visualização indireta de áreas que não podem ser visualizadas de maneira direta

■ Promover iluminação em regiões onde a luz direta tem dificuldade de chegar graças à reflexão da luz do refletor

■ Afastar os tecidos moles, visando melhorar o campo visual

 

5 Isolamento do Campo Operatório

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5

Isolamento do Campo

Operatório

Lisia Lorea Valente ■ Márcia Bueno Pinto

Introdução

O isolamento do campo operatório tem como principais finalidades eliminar ou diminuir a umidade do meio bucal, controlar a contaminação do procedimento e proporcionar mais conforto e segurança ao paciente. De acordo com o material restaurador e suas limitações, o isolamento pode ser de dois tipos:1

■ Absoluto ou com o dique de borracha (tradicional ou combinado)

■ Relativo ou com rolos de algodão (tradicional ou combinado).

Histórico

A necessidade de trabalhar sob condições de baixa umidade, sem saliva, tem sido reconhecida há séculos, e a ideia de usar uma folha de borracha para isolar o dente data de quase 150 anos atrás. A introdução desse artefato é atribuída a um cirurgião-dentista americano, Sanford Christie Barnum, que, em 1864, demonstrou, pela primeira vez, as vantagens de isolar o dente com uma folha de borracha. Naquela época, manter a borracha ao redor do dente (local programado) era bastante problemático; entretanto, em 1882, Delous Palmer introduziu o dique de borracha semelhante ao utilizado ainda hoje, além de um conjunto de braçadeiras de metal que poderia ser empregado para segurar o lençol nos dentes.2

 

6 Materiais Restauradores Temporários na Prática Clínica

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6

Materiais Restauradores

Temporários na Prática Clínica

Eduarda Rodrigues Dutra ■ Rafael Ratto de Moraes

Introdução

É rotina na prática clínica a confecção de restaurações provisórias ou temporárias, que permanecem na boca apenas pelo tempo necessário para que o tratamento completo seja concluído.

Os exemplos mais comuns são restaurações entre sessões de endodontia para adequação do meio bucal quando a cimentação de coroas ou próteses mais extensas não pode ser realizada de imediato, e após aumento de coroa quando a restauração transcirúrgica não é possível, entre outros.

Embora tais restaurações tenham de permanecer na boca por pouco tempo, os materiais temporários devem preencher requisitos que garantam o sucesso do tratamento, independentemente da especialidade envolvida.

Características de um material restaurador ideal

Não provoca lesão ao órgão dentário

Veda hermeticamente a estrutura restaurada

 

7 Tratamentos Conservadores do Complexo Dentinopulpar

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Tratamentos Conservadores do Complexo Dentinopulpar

Eduarda Rodrigues Dutra ■ Flávio Fernando Demarco ■

Adriana Fernandes da Silva

Introdução

A dentística restauradora tem como principal objetivo promover a saúde bucal, buscando preservar a estrutura dentária sadia e restabelecer a função e a estética.

Quando há perda de substrato dentinário, o dente necessita ser restaurado, pois o complexo dentinopulpar já está sob lesão e deve ser protegido para que sua vitalidade seja mantida. A utilização de material bioestimulador interpondo dentina e material restaurador potencializa o processo de restabelecimento da normalidade e colabora na manutenção dessa vitalidade.

Vários fatores podem promover necrose pulpar, como, por exemplo, o procedimento operatório, que, por si só, pode promover dano aos tecidos pulpares.1 O material restaurador também pode apresentar toxicidade e ser mais um fator coadjuvante de lesão.2,3 Falha na confecção da restauração pode acarretar infiltração marginal e, por conseguinte, acúmulo de biofilme localizado, o que pode resultar em cárie secundária.2

 

8 Sistemas Adesivos

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Sistemas Adesivos

Eliseu Aldrighi Münchow ■ Wellington Luiz de Oliveira da Rosa ■

Cesar Henrique Zanchi ■ Evandro Piva

Introdução

O advento dos sistemas adesivos para uso odontológico em meados do século 20, associado à maior compreensão dos mecanismos de união aos tecidos dentais mineralizados (esmalte e dentina), não somente determinou significante avanço tecnológico para o desenvolvimento de novos materiais restauradores, mas também foi importante para o rompimento de antigos paradigmas que norteavam a prática odontológica.

Até poucas décadas atrás, a confecção de um preparo cavitário retentivo no remanescente dental era necessária para “fixar” mecanicamente a restauração, já que os materiais restauradores disponíveis na época não contavam com mecanismos eficientes de adesão (ver Capítulo 3). Desse modo, o profissional realizava desgastes de tecido dentário sadio a fim de aumentar a área de contato com o material restaurador e/ou aprisioná-lo mecanicamente por meio da confecção de sulcos, canaletas, pins ou cavidades geometricamente retentivas. Esses desgastes, hoje considerados excessivos, enfraqueciam ainda mais o remanescente já fragilizado, fato que, não raramente, conduzia a fraturas coronárias e/ou radicular com subsequente perda dental.

 

9 Restaurações Diretas em Dentes Posteriores | Amálgama e Resina

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Restaurações Diretas em Dentes Posteriores |

Amálgama e Resina

Eliana do Nascimento Torre ■ Rudimar Antonio Baldissera

Introdução

Atualmente, existem no mercado várias opções de produtos para restaurações em dentes posteriores. Como materiais indiretos, podem ser citadas as restaurações metálicas fundidas; as cerâmicas, com reforços das mais diferentes naturezas em sua infraestrutura; e as resinas laboratoriais. Para as técnicas diretas, existem o amálgama de prata, as resinas compostas (Figura 9.1) e os cimentos de ionômero de vidro. Estes últimos, por terem algumas limitações mecânicas, como sua pouca resistência ao desgaste em áreas de grandes esforços mastigatórios, não serão discutidos neste capítulo.

As restaurações diretas têm a vantagem de não incluírem a etapa laboratorial e terem menos etapas clínicas. Em contrapartida, dependem diretamente da colaboração do paciente e da habilidade do clínico que as executa.

A escolha do material adequado para cada caso clínico não é uma tarefa fácil. É necessária uma avaliação completa individualizando cada paciente. A higiene oral é um aspecto de fundamental importância, porque dela depende a saúde periodontal e dentária do paciente.

 

10 Restaurações Diretas em Dentes Anteriores

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Restaurações Diretas em Dentes Anteriores

Eliana do Nascimento Torre ■ Josué Martos

Introdução

Na odontologia, o conceito de estética é extremamente subjetivo e está relacionado com a beleza, a harmonia e as necessidades do paciente. Por isso, a interação de novas técnicas e novos materiais restauradores possibilita a reprodução de estruturas dentárias perdidas, devolvendo forma e função de tal modo que o trabalho seja imperceptível.

A estética é um símbolo não somente de saúde e beleza, mas também de situação econômica e social. Com a sua valorização, as técnicas restauradoras minimamente invasivas proporcionaram a expansão da atual filosofia conservadora da odontologia.1 Nesse contexto, as restaurações adesivas diretas em dentes anteriores podem envolver desde uma pequena porção da estrutura dental perdida e/ou acometida até, eventualmente, grandes partes faltantes (Figura 10.1).

Antigamente, as opções de materiais restauradores estéticos eram muito limitadas. O cimento de silicato tinha baixa resistência mecânica, alta solubilidade e pouca retenção, o que causava a remoção excessiva e desnecessária de tecido sadio. Posteriormente, surgiram as resinas compostas macroparticuladas e quimicamente ativadas, as quais já tinham a vantagem de serem adesivas, ou seja, mais conservadoras. Entretanto, era um material bem limitado quanto a opção de cores e lisura superficial.

 

11 Acabamento e Polimento de Restaurações Diretas

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Acabamento e Polimento de Restaurações Diretas

Anelise Fernandes Montagner ■ Adriana Fernandes da Silva ■

Maximiliano Sérgio Cenci

Introdução

Após a confecção das restaurações, são indicadas as etapas de acabamento e polimento, com o objetivo de finalizar e garantir excelência ao procedimento restaurador. As etapas de acabamento são frequentemente reduzidas quando se aplicam a restaurações executadas de maneira criteriosa em todos os passos operatórios; não podem, entretanto, ser negligenciadas, pois irão diminuir a intensidade e o manchamento superficial que podem ocorrer no período inicial após a confeção da restauração. Porém, é importante salientar que é comum, nas restaurações, a presença do manchamento marginal ao longo do tempo, visto que o ambiente oral afeta a rugosidade da superfície e as propriedades estéticas dos materiais restauradores. Porém, seu aparecimento não constitui fator

único e decisivo para a troca da restauração,1,2 e sim para reparo.

 

12 Estética em Odontologia

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Estética em Odontologia

Lisia Lorea Valente ■ Patrícia dos Santos Jardim

Introdução

Atualmente, é cada vez mais constante a busca pelo sorriso perfeito. Por esse motivo, a estética, na odontologia, faz com que o profissional procure atualizar-se para executar novos procedimentos e técnicas. Os pacientes não mais aceitam dentes escurecidos e manchados, restaurações inadequadas, diastemas e sorriso gengival. A odontologia restauradora atual vive um dos melhores momentos, e a interação profissional–paciente tem constantemente se aprimorado.

Por meio de diferentes técnicas e materiais restauradores, a reprodução, ou mimetização, das características dos dentes naturais sempre foi um dos grandes desafios do cirurgião-dentista. Os esforços para atingir padrões adequados de perfeita reprodução dentária residem “simplesmente” em devolver a aparência natural aos dentes. Obter um “sorriso de novela” tem se tornado uma exigência entre jovens e adultos. No decorrer deste capítulo, estudaremos os requisitos necessários para alcançar a excelência de um sorriso considerado esteticamente ideal (Figura 12.1).

 

13 Facetas Diretas de Resina Composta

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13

Facetas Diretas de

Resina Composta

Fernanda Valentini Mioso ■ Fábio Garcia Lima

Introdução

Com o avanço dos sistemas adesivos e o progresso marcante dos materiais restauradores, as restaurações estéticas em dentes anteriores de forma direta e menos invasiva têm sido cada vez mais praticadas nos últimos anos. Procedimentos restauradores mais seguros, rápidos, agradáveis e conservadores, tanto do ponto de vista estético quanto do da saúde, também são frequentemente utilizados.

Essa evolução das formulações, a otimização das propriedades e o desenvolvimento de novas técnicas restauradoras para as resinas compostas justificam o enorme interesse de clínicos e acadêmicos pela chamada odontologia estética.

Atualmente existem diversas opções restauradoras para os dentes anteriores, sejam procedimentos diretos ou indiretos, envolvendo resinas compostas ou cerâmicas, situação que, muitas vezes, acarreta dificuldade ao cirurgião-dentista no correto diagnóstico de qual técnica e qual material seriam os mais adequados para cada situação clínica.

 

14 Clareamento Dental e Microabrasão do Esmalte

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Clareamento Dental e

Microabrasão do Esmalte

Hugo Ramalho Sarmento ■ Flávio Fernando Demarco ■

Sônia Saeger Meireles

Introdução

A busca pela excelência estética vem influenciando amplamente a percepção e a exigência dos indivíduos, proporcionando o desenvolvimento e a expansão da indústria cosmética.

Embora uma larga escala de materiais restauradores estéticos esteja disponível para o tratamento de dentes com alterações de cor, o clareamento dentário pode ser considerado uma opção de tratamento viável para determinados casos, principalmente por ser uma alternativa conservadora e minimamente invasiva.

Inevitavelmente, a procura por tratamentos clareadores tem se tornado constante no dia a dia da clínica odontológica, influenciada por motivos diversos, desde a descoloração de um único dente até um grupo de dentes que interferem negativamente na harmonia do sorriso. Nesse contexto, a cor dos elementos dentários, por ser facilmente observada, representa o fator isolado mais importante na harmonia facial. Assim, o desejo de ter dentes brancos e um sorriso mais agradável tem se tornado uma importante necessidade estética, seja por motivos pessoais ou exigências do trabalho. Além disso, a alteração de cor pode ter impacto significativo na satisfação dos indivíduos com sua aparência e, consequentemente, influenciar sua qualidade de vida.1

 

15 Lesões Cervicais Não Cariosas e Hipersensibilidade Dentinária

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15

Lesões Cervicais Não

Cariosas e Hipersensibilidade

Dentinária

Raquel Venâncio Fernandes Dantas ■ Adriana Fernandes da Silva

Lesões cervicais não cariosas

As lesões cervicais podem ser cariosas ou não. A elevação na expectativa de vida da população tem aumentado a prevalência das lesões cervicais não cariosas (LCNC), independentemente da forma e da etiologia; no entanto, estudos atuais sugerem a natureza multifatorial dessas lesões, as quais podem acometer dentes anteriores e/ou posteriores, ser localizadas, envolvendo apenas um quadrante do arco, ou mesmo todos os dentes.

Para alguns autores, a sobrecarga oclusal atua como fator primário, e a abrasão e/ou dissolução, como fatores secundários. Apenas um processo é responsável pelo início ou pelo desenvolvimento da lesão; porém, quando iniciada a perda da estrutura por um processo, o dente torna-se mais suscetível aos danos dos demais.1

Caracterização

As lesões cervicais não cariosas são caracterizadas pela perda de tecido dental duro na região próxima à junção cemento-esmalte e, ao promover a exposição de dentina, podem desenvolver sensibilidade dolorosa.

 

16 Restauração de Dentes Tratados Endodonticamente

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16

Restauração de

Dentes Tratados

Endodonticamente

Hugo Ramalho Sarmento ■ Rafael Guerra Lund ■

Tatiana Pereira Cenci

Introdução

A restauração de dentes tratados endodonticamente visa à proteção do remanescente dentário.

Quando ocorre grande perda de estrutura dental por cárie ou traumatismo, é muito difícil obter a retenção suficiente de uma restauração direta sobre a dentina remanescente.1,2 Nesse caso, os dentes tratados endodonticamente com grande quantidade da coroa clínica perdida costumam ser cuidados com sistemas de pinos e núcleos antes da confecção da restauração final.3 Essa modalidade de tratamento tem como objetivo a reposição de estruturas dentárias removidas durante a abertura coronária e o acesso ao endodonto, além da instrumentação do canal radicular e da remoção de restaurações antigas e de tecido cariado.

Restaurar dentes com tratamento endodôntico ainda representa um desafio à odontologia moderna. Isso porque, normalmente, eles são mais frágeis em comparação a dentes hígidos, em função da perda de estruturas naturais de reforço do dente devido a lesões cariosas, preparo cavitário, fraturas ou acesso endodôntico inadequado. Ademais, a desvitalização pulpar favorece a desidratação da dentina, causando perda de elasticidade do dente.

 

17 Periodontia e Odontologia Restauradora

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17

Periodontia e Odontologia

Restauradora

Eliseu Aldrighi Münchow ■ Fernanda de Oliveira Bello Corrêa

Introdução

A periodontia é considerada uma área essencial dentro da odontologia, pois é a partir da saúde periodontal que é possível atuar com sucesso nas demais especialidades. Em relação à dentística restauradora, por exemplo, mesmo que uma restauração seja mínima em extensão, o periodonto sofre grande impacto se ela for realizada de maneira incorreta.1

Existem diversas situações clínicas em que uma restauração não deve ser realizada. Sinais de inflamação gengival, caracterizados pela ocorrência de biofilme e/ou sangramento, limitam a execução de alguns procedimentos restauradores, como o isolamento absoluto de um ou mais dentes, que pode prejudicar ainda mais o tecido gengival se ele já estiver inflamado. Assim, percebe-se que a integração harmônica entre dente, restauração e periodonto é fundamental, junto com as demais partes do sistema estomatognático.2 Diante disso, é imprescindível que a saúde periodontal seja restabelecida antes de qualquer procedimento restaurador.3

 

18 Oclusão Aplicada à Odontologia Restauradora

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18

Oclusão Aplicada à

Odontologia Restauradora

Fernanda Valentini Mioso ■ Noéli Boscato

Introdução

A oclusão é o ramo da odontologia que estuda o relacionamento entre as superfícies oclusais dos dentes superiores e inferiores.1 Tal relacionamento entre dentes depende das estruturas que compõem o sistema mastigatório, incluindo tecidos moles, sistema neuromuscular, ligamentos, articulação temporomandibular (ATM) e esqueleto craniofacial.2 O tratamento restaurador deve proporcionar ao paciente a harmonia oclusal, restabelecendo não só a estética, mas também a saúde, o conforto e a função. Para isso, o conhecimento sobre os princípios de oclusão é considerado um fator determinante na longevidade de um complexo ou simples tratamento.

A presença de padrão oclusal adequado facilita e orienta os procedimentos restauradores. No entanto, um padrão oclusal patológico requer o restabelecimento da normalidade. Assim, é preciso que o cirurgião-dentista conheça o que é uma oclusão patológica, fisiológica/normal ou ideal 3 (Figura

 

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