GPS - Guia Prático de Saúde - Medicamentos

Visualizações: 296
Classificação: (0)

Em vez de usar meros bulários, que tal uma abordagem baseada na clínica e na farmacologia?

Estamos no século 21 e a abundância de possibilidades terapêuticas gera enorme responsabilidade para o profissional de saúde que prescreve princípios ativos.

É essencial a percepção que a prescrição de medicamentos sempre deve ser fundamentada em dados consistentes e que tem várias implicações, tanto clínicas como jurídicas. Há tantas opções no mercado que o prescritor precisa de informações sólidas e confiáveis e não apenas propaganda.

A obra não se propõe a ser um bulário no sentido convencional, com a mera descrição das informações fornecidas pelos laboratórios, ela visa o desenvolvimento de uma compreensão da receita e suas implicações. É recomendado que a leitura seja feita desde o início e não apenas para consulta de nomes químicos.

 

17 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 1 A Receita

PDF

Capítulo 1

A Receita

GPS Medicamentos 01.indd 1

17/02/17 17:56

GPS Medicamentos 01.indd 2

17/02/17 17:56

3

Capítulo 1 | A Receita

jjIntrodução

É fato notório, pelo menos entre os profissionais de saúde, que a receita

é fruto de uma anamnese cuidadosa, um exame físico meticuloso e uma hipótese diagnóstica embasada. É motivo de orgulho para esses profissionais que, ao ler uma receita, seja evidente o processo de raciocínio clínico e as implicações do mesmo.

Tudo isso é verdade; contudo, existem alguns fatos relevantes que precisam ser mencionados. Atualmente existe um número enorme de associações medicamentosas fixas e de formulações diferentes, portanto,

é crucial o conhecimento da farmacologia desses agentes terapêuticos.

Farmacologia é o estudo da interação de fármacos com organismos vivos, incluindo história, fonte, propriedades físico-químicas, formas posológicas, métodos de administração, absorção, distribuição, mecanismo de ação, biotransformação, excreção, usos clínicos e efeitos adversos dos fármacos.

 

Capítulo 2 Medicamentos em Dermatologia

PDF

Capítulo 2

Medicamentos em Dermatologia

GPS Medicamentos 02.indd 11

21/02/17 11:53

GPS Medicamentos 02.indd 12

21/02/17 11:53

13

Capítulo 2 | Medicamentos em Dermatologia

jjIntrodução

O tegumento é constituído por pele, fâneros (pelos, unhas) e anexos (glândulas sudoríparas e glândulas sebáceas). Trata-se do maior órgão do corpo humano (corresponde a aproximadamente 16% do peso corporal) e também o mais visível. O tegumento reveste toda a superfície do corpo humano e reflete as condições de outros órgãos. Por exemplo, a coloração amarela da pele é um indício de icterícia, enquanto a pele cianótica sugere a existência de condições respiratórias e/ou cardiovasculares. A despigmentação da pele pode ser consequente a albinismo (doença genética) e piebaldismo.

A pele desempenha várias funções:

• Termorregulação: regulação da temperatura corporal por meio de sua

substancial rede vascular, do tecido subcutâneo (isolante) e de suas glândulas sudoríparas

 

Capítulo 3 Medicamentos em Cardiologia

PDF

Capítulo 3

Medicamentos em Cardiologia

GPS Medicamentos 03.indd 49

21/02/17 14:52

GPS Medicamentos 03.indd 50

21/02/17 14:52

51

Capítulo 3 | Medicamentos em Cardiologia

jjIntrodução

Inúmeros medicamentos são prescritos habitualmente para pacientes com doenças cardiovasculares. Muitas dessas substâncias promoveram mudanças significativas no atendimento dos pacientes com doenças cardiovasculares e melhoraram muito os desfechos desses indivíduos.

Esses medicamentos podem ser distribuídos em várias classes e, embora um determinado agente de uma classe tenha características singulares, muitos nessas classes compartilham um número significativo de características.

Segundo a American Heart Association e a American Stroke Association, os agentes mais prescritos para os indivíduos com doenças cardiovasculares são:

Anticoagulantes

Antiagregantes plaquetários

 

Capítulo 4 Medicamentos em Condições Endócrinas e Metabólicas

PDF

Capítulo 4

Medicamentos em Condições

Endócrinas e

Metabólicas

GPS Medicamentos 04.indd 143

21/02/17 11:54

GPS Medicamentos 04.indd 144

21/02/17 11:54

145

Capítulo 4 | Medicamentos em Condições Endócrinas e Metabólicas

jjIntrodução

Assim como o sistema nervoso, o sistema endócrino tem importante participação no controle da homeostase. Enquanto um nervo exerce controle sobre uma única fibra ­muscular ou glândula, um hormônio pode afetar todas as células do corpo e podem ser necessários alguns dias para ocorrer uma resposta ótima.

Os hormônios podem ser administrados por vários motivos. Muitas vezes são prescritos para suplementar hormônios endógenos, como ocorre no hipotireoidismo. Alguns são prescritos para pacientes com doen­ças malignas. O câncer de mama depende de testosterona para crescer,

Quadro 4.1

portanto, a administração de estrogênio promove a redução de seu volume.

Quando os hormônios são prescritos como antineoplásicos, suas doses são muito superiores aos níveis normalmente encontrados no corpo. Outro possível uso é a associação de estrogênio e progesterona como anovulatório.

 

Capítulo 5 Medicamentos em Neurologia/Psiquiatria

PDF

Capítulo 5

Medicamentos em Neurologia/

Psiquiatria

GPS Medicamentos 05.indd 195

21/02/17 11:57

GPS Medicamentos 05.indd 196

21/02/17 11:57

197

Capítulo 5 | Medicamentos em Neurologia/Psiquiatria

jjIntrodução

Na CID-10 (Classificação Internacional de Doenças), encontramos a seguinte Classificação dos Transtornos Mentais e do Comportamento

(F00-F99):

• F00 a F09: transtornos mentais orgânicos, incluindo os sintomáticos

• F10 a F19: transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso

de substâncias psicoativas

F20 a F29: esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e delirantes

F30 a F39: transtornos do humor (afetivos)

F40 a F49: transtornos neuróticos, relacionados com estresse e somatoformes

F50 a F59: síndromes comportamentais associadas a distúrbios fisiológicos e fatores físicos

F60 a F69: transtornos de personalidade e de comportamento em adulto

 

Capítulo 6 Medicamentos em Pneumologia

PDF

Capítulo 6

Medicamentos em Pneumologia

GPS Medicamentos 06.indd 253

21/02/17 10:31

GPS Medicamentos 06.indd 254

21/02/17 10:31

255

Capítulo 6 | Medicamentos em Pneumologia

jjIntrodução

As patologias pulmonares provocam dois padrões de disfunção: obstrutivo e restritivo. As doen­ças pulmonares obstrutivas (p. ex., asma, doen­ça pulmonar obstrutiva crônica [DPOC], enfisema) caracterizam-se por redução e limitação do fluxo de ar, enquanto as doen­ças pulmonares restritivas (p. ex., fibrose pulmonar, asbestose) caracterizam-se por redução das dimensões pulmonares ou aumento da rigidez pulmonar, que resulta em redução do volume de ar máximo, que pode ser mobilizado para dentro e para fora dos pulmões. As doen­ças pulmonares restritivas também podem ser consequentes a anomalias mecânicas como fraqueza da musculatura respiratória (transtornos neuro­muscula­res) e a anormalidades da parede torácica (p. ex., cifoescoliose, deformidade da parede torácica).

 

Capítulo 7 Medicamentos em Gastrenterologia

PDF

Capítulo 7

Medicamentos em

Gastrenterologia

GPS Medicamentos 07.indd 275

21/02/17 16:14

GPS Medicamentos 07.indd 276

21/02/17 16:14

277

Capítulo 7 | Medicamentos em Gastrenterologia

jjIntrodução

As condições associadas ao ácido gástrico que acometem o sistema digestório são extremamente comuns na prática clínica. A maioria dos medi-

Úlcera péptica

Uma úlcera péptica nada mais é que uma erosão ou lesão localizada na mucosa do estômago ou do duodeno que geralmente está associada à reação inflamatória aguda. A úlcera péptica era incomum até o século 19.

As úlceras duodenais são mais comuns que as gástricas.

É mais comum em adultos de meia-idade, embora possa ocorrer em qualquer grupo etário. Pelo menos 50% das crianças com úlcera péptica têm uma história familiar importante dessa condição.

A úlcera péptica está associada aos seguintes fatores de risco:

• Infecção pela bactéria Helicobacter pylori

 

Capítulo 8 Medicamentos em Otorrinolaringologia

PDF

Capítulo 8

Medicamentos em

Otorrinolaringologia

GPS Medicamentos 08.indd 311

21/02/17 14:55

GPS Medicamentos 08.indd 312

21/02/17 14:55

Capítulo 8 | Medicamentos em Otorrinolaringologia

Otite externa

Otite externa é um termo abrangente que inclui qualquer condição associada à inflamação ou infecção do meato acústico externo e do pavilhão auricular, podendo variar de simples inflamação a doen­ças fatais. Visto que todos os espaços pneumatizados do osso temporal são contíguos, a inflamação da orelha externa pode envolver também outros três espaços pneumatizados: processo mastoide, ápice petroso e células perilabirínticas.

Os fatores predisponentes da otite externa incluem:

• Ausência de cerume: perda da proteção física e do pH ácido que coí­be o

crescimento de patógenos

• Traumatismos: comprometimento da barreira epitelial, permitindo inva-

são de patógenos

• Supurações da orelha média: predispõem a dermatite secundária

 

Capítulo 9 Medicamentos em Oftalmologia

PDF

Capítulo 9

Medicamentos em

Oftalmologia

GPS Medicamentos 09.indd 333

21/02/17 10:32

GPS Medicamentos 09.indd 334

21/02/17 10:32

335

Capítulo 9 | Medicamentos em Oftalmologia

jjIntrodução

A oftalmologia aborda a anatomia, a fisiologia e os processos mórbidos que acometem os olhos e seus anexos.

Os fármacos são administrados por via tópica (gotas, pomada, gel, lentes de contato gelatinosas), periocular (subconjuntival, subtenoniana, peribulbar, retrobulbar) ou intraocular (intracâmera, intravítreo). Em alguns casos a medicação é oral, como a acetazolamida (inibidor da anidrase carbônica) prescrita para hipertensão ocular e glaucoma.

incluir o tratamento da doença sistêmica. A conjuntivite lenhosa é causada por deficiência de plasminogênio resultante de doença pseudomembranosa de múltiplos órgãos. Essa conjuntivite membranosa crônica da infância tem sido tratada com sucesso com lis-plasminogênio IV ou colírios de plasminogênio.

 

Capítulo 10 Medicamentos em Reumatologia

PDF

Capítulo 10

Medicamentos em

Reumatologia

GPS Medicamentos 10.indd 363

21/02/17 11:54

GPS Medicamentos 10.indd 364

21/02/17 11:54

365

Capítulo 10 | Medicamentos em Reumatologia

jjIntrodução

Em 1974, os pesquisadores ingleses Moll e Wright propuseram que algumas doen­ças, até então consideradas completamente distintas entre si, mas que compartilhavam diversas características fossem reunidas sob a denominação espondiloartropatias soronegativas. Tais características englobavam manifestações clínicas (dor axial inflamatória associada à artrite, predominante em grandes ar­ticulações de membros inferiores, e entesopatias periféricas), radiográficas (sacroiliíte) e laboratoriais (soronegatividade para o fator reumatoide, pois até então alguns pesquisadores acreditavam que a espondilite anquilosante fosse o componente axial da artrite reumatoide) em in­di­ví­duos com predisposição genética (positividade para o antígeno de histocompatibilidade HLA-B27). As espondiloartropatias soronegativas incluem a espondilite anquilosante, a artrite psoriá­sica, a artrite reativa e as artropatias enteropáticas (associadas às doen­ças inflamatórias intestinais).

 

Capítulo 11 Medicamentos em Ginecologia e Obstetrícia

PDF

Capítulo 11

Medicamentos em

Ginecologia e

Obstetrícia

GPS Medicamentos 11.indd 387

21/02/17 11:55

GPS Medicamentos 11.indd 388

21/02/17 11:55

389

Capítulo 11 | Medicamentos em Ginecologia e Obstetrícia

jjIntrodução

As condições ginecológicas mais comuns são sangramento vaginal anormal, cistos ovarianos, endometriose, mioma, dismenorreia, DST (infecção por Chlamydia, Neisseria gonorrhoeae, herpes-vírus simples [HSV] e papilomavírus humano [HPV], verrugas genitais) e vaginite (p. ex., Candida,

Trichomonas, vaginose bacteriana).

Sangramento vaginal anormal

Quadro 11.1 jj jj jj jj

jj

O sangramento vaginal anormal inclui:

jj

norreia (ciclos menstruais curtos)

• Metrorragia (sangramento irregular que ocorre entre as menstruações)

• Menometrorragia (sangramento menstrual excessivo associado a sangramento irregular entre as menstruações)

• Sangramento pós-menopausa (ou seja, mais de 6 meses após a última menstruação normal).

 

Capítulo 12 Medicamentos em Oncologia

PDF

Capítulo 12

Medicamentos em Oncologia

GPS Medicamentos 12.indd 407

20/02/17 16:41

GPS Medicamentos 12.indd 408

20/02/17 16:41

409

Capítulo 12 | Medicamentos em Oncologia

jjIntrodução

Neoplasias ou tumores podem ser benignos ou malignos. Câncer é definido como o crescimento descontrolado de células associado à perda da diferenciação e, com frequência, propagação para outros tecidos e órgãos

(metástase). Em contrapartida, as neoplasias benignas são encapsuladas e crescem em uma área bem-definida. Até mesmo neoplasias benignas podem ser fatais se não forem tratadas. Isso se deve ao efeito compressivo em órgãos essenciais (p. ex., tumor cerebral benigno).

De acordo com as funções/localizações das células de origem, existem as seguintes categorias de neoplasias malignas:

• Carcinoma: pele ou tecidos que revestem ou recobrem órgãos internos,

por exemplo, células epiteliais (80 a 90% dos casos de câncer notificados são carcinomas

 

Capítulo 13 Fitoterápicos

PDF

Capítulo 13

Fitoterápicos

GPS Medicamentos 13.indd 453

16/02/17 18:21

GPS Medicamentos 13.indd 454

16/02/17 18:21

455

Capítulo 13 | Fitoterápicos

jjIntrodução

Os seres humanos usam produtos naturais extraídos de plantas como medicamentos há milhares de anos. O primeiro manuscrito conhecido é o papiro de Ebers (1500 a.C.), descoberto em Luxor (Egito), que descrevia aproximadamente 700 substâncias diferentes, inclusive extratos de plantas, metais (chumbo e cobre) e veneno de animais. Hipócrates, considerado pai da Medicina, usava substâncias de origem vegetal e deixou uma coleção (Corpus Hippocraticum) que consagrava o uso de plantas medicinais.

A popularidade do uso de plantas para fins medicinais variou ao longo dos anos e, no final do século 19, o surgimento da sintetização de substâncias de estrutura química e de ação farmacológica definidas reduziu substancialmente o interesse pelas plantas medicinais. Todavia, a partir da década de 1970, o interesse pela fitoterapia e pelas terapias ditas alternativas (p. ex., naturopatia, homeopatia, medicina tradicional chinesa

 

Capítulo 14 Nutrição e Suplementos

PDF

Capítulo 14

Nutrição e

Suplementos

GPS Medicamentos 14.indd 459

21/02/17 11:55

GPS Medicamentos 14.indd 460

21/02/17 11:55

461

Capítulo 14 | Nutrição e Suplementos

jjIntrodução

Existem algumas definições que ajudarão o leitor a deslindar a miríade de dados encontrados tanto na literatura como na propaganda dos laboratórios.

Segundo a legislação sanitária, os suplementos nutricionais são classificados em categorias definidas pela Anvisa: alimentos para atletas (Resolução RDC no 18/2010), suplemento vitamínico e mineral, medicamentos à base de vitaminas e minerais e alimentos para fins especiais. A Resolução CFN no 390/2006 regulamenta a prescrição de suplementos nutricionais pelo nutricionista e dá outras providências

(Quadro 14.1).

Suplementos dietéticos

Um suplemento dietético é um produto administrado por via oral que suplementa a dieta. Os componentes dietéticos nesses produtos podem ser vitaminas, sais minerais, fitoterápicos, aminoácidos, enzimas e tecidos orgânicos. Os suplementos também podem ser extratos ou concentrados, sendo comercializados na forma de comprimidos, cápsulas, cápsulas gelatinosas, soluções ou pós.

 

Capítulo 15 Antibióticos

PDF

Capítulo 15

Antibióticos

GPS Medicamentos 15.indd 499

21/02/17 14:59

GPS Medicamentos 15.indd 500

21/02/17 14:59

501

Capítulo 15 | Antibióticos

jjIntrodução

Em 1942, Selman Abraham Waksman, bioquímico ucraniano naturalizado norte-americano e ganhador do Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1952, criou o termo antibiótico. No período entre 1940 e 1960, o termo

“antibiótico” era usado de modo flagrantemente diferente de “agente quimioterápico”: os antibióticos eram substâncias naturais produzidas por fungos ou bactérias, enquanto os quimioterápicos eram substâncias produzidas artificialmente. Todavia, essas diferenças desapareceram após a síntese química de alguns antibióticos e da elaboração de novas substâncias a partir de produtos naturais (acréscimo, por exemplo, de cadeias laterais à estrutura básica).

Desse ponto de vista, a história dos antibióticos (ATB) começou em

1932 quando foi preparada a primeira sulfonamida. De 1932 a 1945 surgiram mais de 5.000 sulfonamidas. As sulfonamidas eram efetivas no tratamento de infecções urinárias, infecções por Shigella, pneumonia pneumocócica e até mesmo meningite purulenta. O efeito das sulfonamidas foi totalmente sobrepujado pela ação da penicilina e da estreptomicina. A penicilina era muito efetiva contra os micróbios mais perigosos (pneumococos e estreptococos) na época. Também era ativa contra outros patógenos importantes como estafilococos, meningococos, gonococos,

 

Capítulo 16 Imunomoduladores

PDF

Capítulo 16

Imunomoduladores

GPS Medicamentos 16.indd 573

21/02/17 15:03

GPS Medicamentos 16.indd 574

21/02/17 15:03

575

Capítulo 16 | Imunomoduladores

jjIntrodução

A imunologia é uma das áreas de evolução mais rápida na pesquisa de biotecnologia, além de ser extremamente promissora no tocante a prevenção e tratamento de uma ampla gama de condições como doenças inflamatórias do sistema digestório, da pele, do sistema respiratório e das articulações. O sistema imunológico é um dos mais complexos do corpo.

A função básica do sistema imune é diferenciar os elementos próprios

(self) daqueles que não são próprios (non-self). Esses elementos non-self podem ser um microrganismo, um órgão transplantado ou uma célula endógena. As respostas imunes do corpo humano contra antígenos não próprios são inatas (naturais, inespecíficas) e adaptativas (adquiridas, específicas).

Os imunomoduladores podem enfraquecer ou modificar a atividade do sistema imune, reduzindo, assim, a resposta inflamatória. Os imunomoduladores são prescritos mais frequentemente para receptores de transplantes de órgãos para evitar rejeição do enxerto e para pessoas com doenças autoimunes. Desde o final da década de 1960 são prescritos para pessoas com doença intestinal inflamatória.

 

Capítulo 17 Vacinas

PDF

Capítulo 17

Vacinas

GPS Medicamentos 17.indd 607

21/02/17 16:26

GPS Medicamentos 17.indd 608

21/02/17 16:26

609

Capítulo 17 | Vacinas

jjIntrodução

Com frequência, as pessoas não se lembram de quão importantes são as vacinas. A gripe espanhola se espalhou por quase todo o planeta

(setembro a novembro de 1918) e foi causada por um vírus influenza A do subtipo H1N1. Essa pandemia foi responsável pela morte de mais de 20 milhões de pessoas em todo o planeta (1% da população na

Quadro 17.1

época). Em 1957, a gripe asiática causou a morte de 1 milhão de pessoas; a gripe de Hong Kong matou mais de 46.000 pessoas em 1968.

Isso sem mencionar as outrora conhecidas viroses comuns da infância

– sarampo, caxumba e varicela. O site do CDC (Centers for Disease Control and Prevention) é uma fonte valiosa de informações e hard data sobre vacinas (Quadro 17.1).

Linha do tempo das vacinas.

Ano

Vacina

 

Detalhes do Produto

Livro Impresso
eBook
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Habilitada
SKU
BPPD000210981
ISBN
9788527731560
Tamanho do arquivo
11 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Habilitada
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados