Manual de Saúde da Família

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Manual de Saúde da Família contempla o conteúdo mais abrangente sobre o tema, visando ao aperfeiçoamento do atendimento primário e à promoção da qualidade de vida, sendo indispensável a estudantes, residentes, médicos e demais profissionais da saúde interessados nesta área.

Elaborada principalmente para expor, analisar, interpretar e propor a medicina atual, esta obra integra, com bom senso, as diretrizes das evidências científicas à sua prática clínica diária, individualizando as condutas e priorizando a ética e a humanização do relacionamento médico-paciente.

Principais características:
• Divisão didática em 14 seções e 132 capítulos
• Colaboradores com sólida experiência clínica e acadêmica
• Texto claro e objetivo
• Mais de 400 figuras e fotografias coloridas
• Esquemas e fluxogramas de conduta diagnóstica e/ou de tratamento
• Quadros com resumo para fixação do conteúdo do capítulo estudado
• Apêndice com questões de autoavaliação objetivas e discursivas.

 

133 capítulos

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Capítulo 1 - Telemedicina e Telessaúde | Aplicação em Teleducação Interativa e Teleassistência em Atenção Primária

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Telemedicina e Telessaúde | Aplicação em Teleducação Interativa e

Teleassistência em Atenção Primária

Chao Lung Wen

Introdução

A rápida evolução das duas últimas décadas nas áreas da ele‑ trônica, das telecomunicações e da computação viabilizou o acesso a diversas tecnologias que outrora eram inimaginá‑ veis ou tinham custos proibitivos para grande parte da popu‑ lação. A popularização dessas tecnologias tem alterado signi‑ ficativamente as formas de interação na sociedade humana, principalmente na população mais jovem. Alguns exemplos dessa revolução tecnológica são: a internet, a rede de telefo‑ nia móvel, representada pelos aparelhos de telefone celular e os smartphones integrados a diversos dispositivos, inclusive as televisões digitais, os modernos notebooks/ultrabooks e os tablets e eReaders com recursos de conectividade à internet móvel por celular. De todas essas tecnologias derivam as re‑ des sociais com base na internet, a computação gráfica e a realidade virtual, entre outras.

 

Capítulo 2 - Sistema Único de Saúde | Referência e Contrarreferência

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Sistema Único de Saúde |

Referência e Contrarreferência

Maria Lúcia Machado Salomão

Introdução

A atenção primária à saúde (APS) é o primeiro nível de atenção na rede assistencial do Sistema Único de Saúde, o SUS. Deve ser a porta de entrada para o sistema e ser responsável pela continuidade e integralidade da atenção, além da coordenação da assistência dentro do próprio sistema, da atenção centrada na família, da orientação e da participação comunitária.

No Brasil, atualmente, a Saúde da Família é estratégia prioritária de organização da atenção primária. As Equipes de Saúde da Família (ESF) são multiprofissionais. Estão im‑ plantadas em unidades básicas de saúde e são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias, que se localizam em uma área geográfica delimitada. Essa particularidade permite que as ESF estabeleçam um vínculo com a população, possibilitando o compromisso e a corres‑ ponsabilidade desses profissionais com os usuários e a comu‑ nidade. Elas atuam com ações de promoção da saúde, pre‑ venção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais frequentes e na manutenção da saúde dessa comunidade.

 

Capítulo 3 - Vigilância de Doenças de Notificação Compulsória

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Vigilância de Doenças de Notifi cação Compulsória

Dirce Maria Trevisan Zanetta

Introdução

Atualmente, com a intensa circulação de indivíduos e merca‑ dorias entre os diversos países, o contato com alguns agentes de doenças, os quais são endêmicos ou inofensivos em deter‑ minadas regiões, pode provocar graves problemas de saúde e consequente disseminação de doenças em outras regiões.

Dessa maneira, tem sido verificada a ocorrência de epidemias e pandemias por doenças emergentes ou reemergentes. A cir‑ culação do vírus da influenza A (H1N1) e a pandemia por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) são alguns exem‑ plos. É necessário aperfeiçoar e fortalecer a vigilância de doenças transmissíveis, tanto em âmbito internacional como nacional (nos níveis federal, estadual e municipal), para en‑ frentar esse perfi l epidemiológico complexo, com atenção es‑ pecial aos procedimentos da vigilância no nível local.

Este capítulo procura orientar profissionais das Equipes de Saúde da Família sobre o papel do Sistema Nacional de

 

Capítulo 4 - Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças na Comunidade

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Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças na Comunidade

Alfredo Almeida Pina de Oliveira

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Ana Claudia Camargo Gonçalves Silva

Introdução

Entende-se promoção da saúde como a capacitação das pessoas e da comunidade a fim de que tenham um maior domínio e possibilidade de intervenção sobre as suas próprias condições de saúde e de qualidade de vida (Brasil, 2001). O conceito é originário da saúde pública, mas tem profunda influência sobre as atividades de trabalho de médicos e de todos os outros profissionais da saúde que atuam diretamente com as pessoas na comunidade.

A aplicação da promoção à saúde na atenção básica é regulamentada por leis. Ações de promoção à saúde associadas às de prevenção de doenças constituem um campo de trabalho novo, que prioriza elevar o nível basal de saúde das pessoas antes do surgimento de doenças ou, se elas já existirem, diagnosticandoas precocemente, de modo a permitir a cura completa ou o controle satisfatório. Na prática clínica, tais ações podem ser agrupadas em: aconselhamento, que visa ao estímulo à adoção de hábitos e de comportamentos saudáveis; quimioprofilaxia, prevenção de doenças específicas por meio de medicamentos profiláticos e vacinas; e rastreamento ou check‑up, que consiste na tentativa de detectar doenças em fase inicial por meio de procedimentos clínicos ou de exames subsidiários.

 

Capítulo 5 - Imunizações

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Imunizações

Eliana Battaggia Gutierrez

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Dirce Maria Trevisan Zanetta

Introdução

A imunização protege o indivíduo de determinadas doenças e suas sequelas por meio da administração de agentes imunobiológicos: vacinas, anticorpos homólogos ou heterólogos. Frequentemente, a proteção obtida por vacinação estende-se à comunidade. Embora a maioria das doenças passíveis de prevenção por imunização seja infecciosa, há disponíveis agentes para prevenção de doenças não infecciosas, tal como a imunoglobulina Rh para prevenção da eritroblastose fetal.

A imunização pode ser ativa ou passiva.

Na imunização ativa, o organismo produz anticorpos contra determinado agente infeccioso ou sua toxina, induzidos por administração da vacina ou toxoide a ele correspondente. Nas vacinas vivas e atenuadas, são administradas pequenas quantidades de microrga nismos atenuados, que se multiplicam no receptor até a formação de uma resposta imune protetora e duradoura; nas vacinas inativadas e nos toxoides, são administradas quantidades maiores de antígeno, em mais de uma dose, para obter a resposta imune adequada. A resposta imune obtida aos antígenos polissacarídicos é independente das células T, não induz imunidade de memória e, portanto, não responde a doses de reforço. As crianças antes dos 24 meses não apresentam resposta adequada às vacinas polissacarídicas. Quando os antígenos polissacarídicos são conjugados a proteí nas, como nas vacinas conjugadas contra pneumococos 10-valente ou contra Haemophilus influenzae b, por exemplo, há indução de memória imunológica e a imunidade é duradoura.

 

Capítulo 6 - Crescimento e Desenvolvimento da Criança

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Crescimento e Desenvolvimento da Criança

Sergio Daré Junior

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Sandra Elisabete Vieira

Introdução

O processo de crescimento do organismo representa o aumento de massa corpórea resultante da divisão celular; o desenvolvimento, por sua vez, significa aumento da capacidade do indivíduo para rea lizar funções cada vez mais complexas.

Esses dois processos podem sofrer diferentes interferências e não ocorrer paralelamente, como esperado; ou seja, a criança pode crescer e não se desenvolver e vice-versa.

Crescimento

O crescimento é considerado não somente um dos melhores indicadores da saúde da criança, como também das condições de saúde da população. Por outro lado, a preocupação com o crescimento da criança é uma das causas mais comuns de procura do médico pelos pais.

O crescimento é um processo dinâmico, com alterações somáticas na estatura, nas proporções corporais e na composição do corpo; envolve hiperplasia celular (aumento no número de células), hipertrofia celular (aumento no tamanho da célula) e apoptose (morte celular programada). O perío do do crescimento é dividido de acordo com a faixa etária.

 

Capítulo 7 - Saúde Bucal | Desenvolvimento Dental, Odontalgias, Abscessos e Articulação Temporomandibular

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Saúde Bucal | Desenvolvimento Dental,

Odontalgias, Abscessos e Articulação

Temporomandibular

Carlos Aurélio Andreucci

Introdução

O aparelho estomatognático é um dos sistemas mais dinâmicos estrutural e funcionalmente do corpo humano, com diferenças profundas de um indivíduo para o outro, assim como no mesmo indivíduo em diferentes fases da vida biológica. Desde o nascimento a boca se torna um dos principais meios de relação com o ambiente externo para o indivíduo.

Abordagens de neonatos e de crianças

Nos neonatos, devem ser avaliadas as mucosas bucais à procura de malformações ou de alterações, tais como a erupção de dentes prematuros ou supranumerários, que podem comprometer a amamentação; e, principalmente, nos partos laboriosos, deve-se analisar cuidadosamente a função da articulação temporomandibular (ATM), tendo em vista que seu trauma durante o parto é um dos fatores predominantes no aparecimento de desvios de crescimento ou até mesmo da anquilose parcial ou total dessa ar ticulação. A mãe deve ser orientada para a limpeza das mucosas com gaze úmida até o nascimento dos dentes decíduos, iniciando, assim, a escovação. O acompanhamento de odontopediatra é fundamental, principalmente para o condicionamento da criança, caso se necessite, em algum momento, de qualquer intervenção.

 

Capítulo 8 - Saúde Oral

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Saúde Oral

Rosângela Suetugo Chao

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Ana Estela Haddad

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Érika Sequeira

Introdução

A manutenção de uma boa saúde bucal não significa apenas ter dentes bonitos: toda a boca necessita de cuidados específicos para se manter saudável, incluindo os dentes, as gengivas, os ossos da face e outras estruturas de suporte. Sabe-se também que os cuidados com a saúde bucal afetam positivamente todo o organismo.

A boa saúde bucal inclui manter dentes livres de cáries e prevenir as doenças que acometem as gengivas, ou seja, a gengivite e a doença periodontal.

Independentemente da idade, cada vez mais idosos têm conseguido manter seus dentes naturais.

Higiene bucal

A principal função da higiene bucal é a remoção da placa bacteriana, também chamada de biofi lme, da superfície dos dentes, remoção que deve se dar como um hábito diário. O biofi lme é uma película aderente e transparente constituída por bactérias e seus produtos, formando-se constantemente sobre os dentes e as gengivas.

 

Capítulo 9 - Envelhecimento Orofacial

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Envelhecimento Orofacial

Érika Sequeira

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Rosângela Suetugo Chao

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Mônica Andrade Lotufo

Sistema estomatognático

Doença periodontal

O processo de envelhecimento é complexo, multifatorial, heterogêneo, com alterações anatômicas e declínio funcional, mesclando fatores biológicos à questão comportamental e a doenças a ele associadas. Ao envelhecimento são atribuídas mudanças inevitáveis. Os fatores genéticos e ambientais, os hábitos de vida e as doenças associadas são responsáveis pela grande variação na expectativa de vida.

Ao envelhecer, aumenta-se a chance de adquirir e desenvolver doenças crônico-degenerativas, que são possíveis geradoras de déficits físicos, cognitivos e psicológicos, diminuindo, assim, a capacidade funcional do ser humano.

O sistema estomatognático também sofre modificações funcionais e estruturais acompanhando o envelhecimento dos demais órgãos.

Nos idosos, entre as alterações mais frequentes relacionadas com o sistema estomatognático, podem-se citar as descritas a seguir.

 

Capítulo 10 - Alterações Bucais Não Patológicas

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Alterações Bucais Não Patológicas

Mônica Andrade Lotufo

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Rosângela Suetugo Chao

Introdução

Durante o exame clínico intrabucal o profissional pode defrontar-se com alterações de estruturas que não se traduzem necessariamente por doença, tratando-se, muitas vezes, apenas de desvio de normalidade. As mais relevantes dessas alterações são descritas a seguir.

Língua geográfica

Também chamada de glossite migratória benigna, é uma condição benigna de etiologia desconhecida, geralmente detectada no exame clínico de rotina. As mulheres são mais afetadas do que os homens em uma proporção de 2:1. Essa condição tem incidência menor nos pacientes fumantes. A piora da manifestação clínica pode, muitas vezes, estar associada ao estresse e tem sido associada à psoríase e à dermatite seborreica.

Acomete o dorso da língua e caracteriza-se pela atrofia ou perda parcial das papilas fi liformes, em um padrão circular e irregular. A porção central da lesão por vezes dá a impressão de a língua estar inflamada, enquanto a margem pode ser demarcada por uma faixa branca amarelada. As áreas de descamação permanecem durante um curto período em um local e, então, cicatrizam e aparecem em outro local, dando, assim, a ideia de migração. As lesões menores podem coalescer e persistir por semanas ou meses, momento em que regridem espontaneamente, recidivando porém algum tempo depois. Em geral, os pacientes com língua geográfica podem apresentar concomitantemente língua fissurada.

 

Capítulo 11 - Obesidade

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Obesidade

Anete Hannud Abdo

Introdução

Em 1997, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a obesidade como doença de proporções epidêmicas.

Sua crescente prevalência, seu impacto na morbidade, na mortalidade, na qualidade de vida e nos custos com a saúde pública tornam a prevenção e o tratamento da obesidade uma preocupação mundial.

Mais de 80% dos casos de diabetes melito (DM) tipo 2 podem ser atribuídos à obesidade. A mortalidade por doença cardiovascular é aproximadamente 50% mais alta em obesos e 90% mais alta em obesos graves.

Epidemiologia

De acordo com a OMS, a obesidade tornou-se uma epidemia global, existindo mais de 1 bilhão de adultos com excesso de peso (IMC ≥ 25 kg/m2) e, destes, pelo menos 350 milhões são classificados como obesos (IMC ≥ 30 kg/m2).

Nos EUA, dados do NHANES 2005-2006 (National

Health and Nutritional Examination Survey) revelaram prevalência de obesidade em adultos de 35,1%. Na maioria dos países da Europa, mais de 50% das pessoas estão com excesso de peso, e a prevalência de obesidade é de 10 a 25% nos homens e 10 a 30% nas mulheres.

 

Capítulo 12 - Tabagismo

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Tabagismo

Ubiratan de Paula Santos

Introdução

O tabagismo é a principal causa de óbitos passíveis de prevenção em todo o mundo, respondendo por grande parte da mortalidade por doenças cardiovasculares, pulmonares e cânceres. O tabagismo passivo também é um risco à saúde coletiva, aumentando, em média, 30% o risco de doença coronariana e de câncer de pulmão. O consumo de tabaco ganhou escala mundial e proporções epidêmicas com o advento da máquina de fazer cigarros e de sua produção industrial ao final do século 19, e ganhou maior impulso com as duas grandes guerras mundiais e o aumento da indústria da publicidade, em especial por meio do cinema e da televisão.

O fato de a maioria das doenças relacionadas com o tabaco serem crônicas, apresentando pico de incidência ou de manifestação clínica após 30 a 50 anos da iniciação do hábito, refletiu na demora em que fosse demonstrada a nocividade do tabagismo e na adoção de medidas públicas de prevenção, sendo também um fator que influi negativamente na decisão dos fumantes a parar de fumar.

 

Capítulo 13 - Alcoolismo

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Alcoolismo

Montezuma Pimenta Ferreira

Introdução

Fisiopatologia

O consumo de álcool é muito comum e a ingestão pode ser ocasional ou em excesso, tornando-se um vício; os problemas decorrentes desta prática costumam acometer os dependentes, embora não se limitem a esse grupo. O médico de família deve educar os jovens e os adultos a respeito do uso moderado de álcool e tratar os casos de dependência de modo eficiente. Cada vez mais, a prescrição de medicamentos tem feito parte do tratamento da dependência do álcool.

O álcool também é uma droga de consumo amplo nas sociedades ocidentais e está presente em refeições familiares até em grandes celebrações; contudo, pode ser responsável por um grande número de problemas clínicos, sociais e econômicos. O espectro de padrões de consumo do álcool inclui a abstinência, a ingestão ocasional e moderada, o uso nocivo ou abusivo e a dependência.

O etanol apresenta diversos efeitos no sistema nervoso central, agindo tanto como sedativo quanto como estimulante. Em nível celular, o álcool atua em diversos receptores

 

Capítulo 14 - Dependência de Drogas

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Dependência de Drogas

Montezuma Pimenta Ferreira

Introdução

O uso de drogas tem sido considerado cada vez mais comum e o consumo de substâncias psicoativas, frequente. O ál­cool e o tabaco são drogas de ampla aceitação social e, em alguns paí­ses, até mesmo drogas ilícitas são bastante consumidas.

O consumo de drogas pode causar prejuí­zos pessoais físicos e psíquicos, interpessoais, ocupacionais, legais e de outros tipos; esse tem sido um dos principais problemas entre os jovens e, ainda assim, apenas uma pequena parte dos usuá­rios recebe atenção médica.

No início do perío­do da adolescência, o médico pode contribuir para a prevenção primária dos transtornos por uso de substâncias psicoativas e suas conse­quências. A detecção e a intervenção precoces aumentam a probabilidade de interrupção do uso, buscando evitar a dependência e outras conse­quências negativas. Deve‑se investigar sistematicamente o consumo de ál­cool, tabaco, drogas ilícitas e o uso sem prescrição médica de sedativos, opioides e inibidores de apetite. Intervenções breves podem ser eficazes no tratamento de dependentes de substâncias psicoativas.

 

Capítulo 15 - Intoxicações Exógenas

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Intoxicações Exógenas

Virgínia Sgai Franco

Introdução

Intoxicação é a manifestação clínica de efeitos nocivos decorrentes da interação de substâncias quí­micas com o organismo; ela pode ser classificada em aguda ou crônica (neste capítulo, evidenciam-se as agudas). As intoxicações agudas são conse­quência de exposição única ou repetida a agentes quí­micos no perío­do de 24 h, que pode ser acidental, principalmente com crianças, e geralmente por produtos domésticos ou por tentativa de suicídio (p. ex., o carbamato, um dos compostos quí­micos mais utilizados, cuja comercialização é proibida, conhecido como “chumbinho” em virtude de sua apresentação e coloração, pequenos grânulos de cor cinzaescura). A suspeita, a identificação e a avaliação da toxicidade são essenciais para o sucesso do tratamento. Qualquer sinal ou sintoma aparentemente inexplicável, tais como alterações súbitas de sinais vitais ou de estado mental e nível de consciên­cia, crises epilépticas, arritmias cardía­cas, distúrbios metabólicos ou hidreletrolíticos em pacientes com histórico de depressão, crianças, idosos e trabalhadores expostos a produtos quí­micos, deve levar o profissional de saú­de a pensar na possibilidade de intoxicação.

 

Capítulo 16 - Violência Sexual

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Violência Sexual

Mariana Carmezim Beldi

Introdução

Na última década, a violência contra a mulher foi reconhecida como problema de saúde pública. A OMS defi ne como violência: o uso intencional da força física ou do poder, real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa ou con‑ tra um grupo ou uma comunidade, que provoque ou tenha possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação. A ONU considera como violência contra a mulher: todo ato com base no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como priva‑ da. Krug et al. defi nem violência sexual como atos, tentativas ou investidas sexuais indesejados, com uso de coação e praticados por qualquer pessoa, independentemente de sua relação com a vítima, e em qualquer contexto, seja doméstico ou não.

Inclui atos como estupros (penetração forçada) dentro do casamento ou namoro, por estranhos ou até mesmo em situações de conflitos armados. Assédio sexual (tanto como coerção ou meio de pagamento ou favorecimento sexual nas relações hierárquicas) e práticas sem penetração, consideradas no Brasil como atentado violento ao pudor (exibicionismo, voyeurismo, coerção à pornografia, prostituição e mutilação genital forçadas, além de tráfico de crianças e mulheres), também são tipos de violência sexual.

 

Capítulo 17 - Violência Doméstica

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Violência Doméstica

Antonio de Pádua Serafim  j  Fabiana Saffi  j  Daniel Martins de Barros

Introdução

A palavra violência vem do latim (violentia) e significa o ato de atentar de modo abusivo contra o direito natural, constrangendo determinada pessoa por obrigá-la a praticar algo contra sua vontade. Configura-se como um fenômeno multicausal e, em geral, se expressa por atos com intenção de prejudicar, subtrair, subestimar e subjugar, envolvendo sempre um conteú­do de poder, tanto intelectual quanto físico, econômico, político ou social. Afeta uma camada mais vulnerável da sociedade, tais como crianças, adolescentes, mulheres, idosos, deficientes e doentes mentais, sendo uma das causas mais comuns de lesão grave, além de causar danos à estrutura biopsicossocial.

A violência doméstica persiste na vida tardia e requer abordagens diferentes, exigindo dos profissionais de saú­ de habilidades para orientar e educar a comunidade sobre abuso e negligência. Dentre os fatores de risco, estão componentes associados à família, à relação do casal, à criança, ao idoso e à deficiên­cia, além do uso abusivo de ál­cool e drogas ilícitas, antecedentes criminais ou uso de armas, comprometimento psicológico ou psiquiá­trico dos in­d i­v í­duos, dependência econômica ou emocional e baixa autoestima entre os membros.

 

Capítulo 18 - Estresse

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Estresse

Mariângela Gentil Savoia

Introdução

Estresse é uma reação psicofisiológica que tem em sua gênese a necessidade de o organismo enfrentar mudanças físicas ou psicológicas que rompem seu equilíbrio fisiológico, ou “homeostase”. O estresse é um processo, e não uma reação única; portanto, não se trata de uma doen­ça. Quando excessivo ou prolongado, afeta diretamente o sistema imunológico, reduzindo a resistência do organismo e tornando-o vulnerável a doen­ças.

Os principais sinais e alarmes físicos do estresse são tensão ­muscular, taquicardia, hiperventilação, hiperatividade, náu­seas, sudorese e diarreia frequente; os principais psicológicos são ansiedade, angústia, insônia, preocupação excessiva, tédio, raiva, depressão e dificuldades interpessoais.

As atitudes antiestresse a serem sugeridas ao paciente são: identificar as fontes de estresse, as estratégias de controle de tempo, os comportamentos ligados à saú­de, a resolução de problemas e, em situações mais graves, a psicoterapia.

 

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