Inovação na Gestão da Saúde: Solução Disruptivas para Reduzir Custos e Aumentar Qualidade

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O guru da inovação Clayton Christensen aplica nesta obra os princípios da inovação de ruptura a um setor que está desesperado em busca de soluções para a sua sobrevivência: a assistência à saúde. Com tecnologias de ponta e alternativas orientadas ao consumidor, os autores mostram a empresas, empresas seguradoras e trabalhadores na área da saúde como reduzir custos, melhorar a assistência e azeitar o processo, beneficiando empresas, médicos e pacientes.

 

11 capítulos

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Capítulo 1. Só a Tecnologia de Ruptura e a Inovação do Modelo de Gestão Tornam Produtos e Serviços Disponíveis e Acessíveis

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Capítulo 1

Só a Tecnologia de Ruptura e a Inovação do Modelo de Gestão Tornam Produtos e

Serviços Disponíveis e Acessíveis

Nos 15 anos que se seguiram desde que introduzimos pela primeira vez o termo

“tecnologia de ruptura”, tem havido alguma confusão pelo fato de “ruptura” e

“tecnologia” carregarem muitas conotações. “Ruptura” leva a pensar em “desconcertante” e “radicalmente diferente”, entre outras acepções. E, para muitos,

“tecnologia” significa meios revolucionários de fazer coisas que só são compreensíveis para doutores e nerds da computação. Por causa dessas conotações, muitos dos que leram rapidamente a nossa pesquisa entenderam que o conceito de inovação de ruptura diz respeito a uma tecnologia radicalmente diferente, capaz de virar um setor de cabeça para baixo.

De nossa parte, porém, tentamos dar ao termo um significado bastante específico. “Ruptura” consiste numa inovação capaz de tornar as coisas mais simples e disponíveis. E “tecnologia” é uma maneira de combinar insumos (inputs) de materiais, componentes, informação, mão-de-obra e energia com produtos (outputs) de maior valor. É assim que todas as empresas – da Intel à Wal-Mart – se valem da tecnologia para proporcionar valor a seus clientes. Alguns executivos acreditam que a tecnologia pode solucionar os desafios que afrontam suas empresas ou setores. Mas isso raramente acontece. Na verdade, tecnologias anunciadas com estardalhaço na maioria das vezes ficam aquém das expectativas que lhes são depositadas. Quem já transitou por um hospital, por exemplo, deve ter percebido uma enorme quantidade de tecnologias sofisticadas – e, no entanto, a assistência

 

Capítulo 2. Os Capacitadores Tecnológicos da Ruptura

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Capítulo 2

Os Capacitadores Tecnológicos da Ruptura

Todo processo de ruptura é constituído de três elementos de capacitação: uma tecnologia, um modelo de gestão e uma rede de valor de ruptura. Enquanto o Capítulo 1 tratou dos modelos de gestão, no presente capítulo daremos ênfase aos capacitadores tecnológicos, que formam a espinha dorsal dos modelos de gestão de ruptura. Esses capacitadores tecnológicos ou metodológicos permitem lidar com os problemas básicos de um dado setor a menores escala, custos e capacidade humana do que o historicamente exigido. Algumas tecnologias são resultado de anos de trabalho em laboratórios de pesquisa e desenvolvimento corporativos

(P&D). Outras são compradas ou utilizadas sob licença, e há casos em que são adaptadas de um setor completamente diferente.

O setor de saúde está repleto de novas tecnologias, mas a natureza inerente

à maior parte delas é sustentar a prática corrente. Porém, as tecnologias que possibilitam diagnósticos precisos seguidos de uma terapia presumivelmente efetiva são aquelas que, por meio da ruptura, têm o potencial de transformar o terreno da assistência à saúde.

 

Capítulo 3. Rompendo o Modelo de Gestão Hospitalar

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Capítulo 3

Rompendo o Modelo de

Gestão Hospitalar

Não obstante as instituições hospitalares remontem à Antigüidade, o conceito de hospital tal como o conhecemos hoje só começou a tomar forma no século

1

XVIII, na Europa . Esses primeiros hospitais serviam a uma variedade de propósitos, incluindo a assistência aos indigentes e o isolamento de enfermidades contagiosas como a lepra e a tuberculose. Infelizmente, porém, como a medicina ainda era concebida mais como arte do que ciência, não havia muito o que fazer pela maioria desses pacientes. De um modo geral, as pessoas tomavam os hospitais como lugares em que se ia para morrer.

Após o final do século XIX, com o respaldo de governos e de doadores abastados, os hospitais começaram a assumir seu papel como respeitados centros de pesquisa científica, tecnologia médica, treinamento clínico e assistência especializada. As escolas de enfermagem forneciam equipes hospitalares em tempo inte2 gral . As pesquisas realizadas nos hospitais davam origem a novas terapias, como as de insulina e penicilina. Havia um esforço concentrado para que, por intermédio dos hospitais de ensino, se pudesse formar médicos melhores, e o conjunto de conhecimentos médicos propiciava maior especialização aos profissionais da saúde. Os hospitais transformavam-se em centros nos quais os médicos podiam exercer sua arte intuitiva; eles se tornaram laboratórios clínicos onde casos médicos complexos podiam ser resolvidos e onde emergências e complicações imprevistas

 

Capítulo 4. Rompendo o Modelo de Gestão da Prática Médica

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Capítulo 4

Rompendo o Modelo de Gestão da Prática Médica

Este capítulo trata da ruptura do ofício de ser médico. Nosso apelo a tal ruptura não é feito por animosidade ou inveja para com esses curadores e salvadores de vidas; na verdade, dois de nós são médicos e o terceiro já teria morrido duas vezes, perdido a mobilidade de um dos braços e ficado cego de um olho não fossem a coragem e a intuição de médicos notáveis. A bem dizer, apelamos unicamente porque a ruptura das profissões constitui um passo natural e necessário para que os produtos e serviços de um setor fiquem mais disponíveis e acessíveis. É algo que acontece seguidamente na economia mundial. Arquitetos, por exemplo, têm sido rompidos por softwares que hoje permitem a técnicos projetar de tudo, exceto edificações maiores e mais incomuns. Ilustradores da Disney têm sido rompidos pelos técnicos da Pixar, que utilizam animação digital. Advogados estão sendo rompidos pelos assistentes jurídicos. Funcionários de carteira de crédito dos bancos têm sido rompidos por algoritmos de pontuação de crédito. E assim por diante. As profissões em cada um desses setores foram definidas numa época em que a prática da arquitetura, da ilustração, da lei e do empréstimo encontravam-se nos domínios da intuição. Em todos esses casos, a ruptura dos dispendiosos prestadores de serviços e de seus modelos de gestão possibilitada pela tecnologia tem sido uma ferramenta crucial para reduzir os custos e melhorar a qualidade de setores de mão-de-obra intensa, como esses.

 

Capítulo 5. Soluções de Ruptura para o Tratamento de Doenças Crônicas

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Capítulo 5

Soluções de Ruptura para o

Tratamento de Doenças Crônicas

As inovações dos modelos de gestão que descrevemos nos Capítulos 3 e 4 são elementos importantes das estratégias para reduzir custos, aumentar a qualidade e aprimorar a acessibilidade da assistência médica. Mas as inovações do modelo de gestão do tratamento de doenças crônicas que descrevemos neste capítulo talvez sejam as mais importantes de todas.

Noventa milhões de americanos são portadores de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, artrite e demência. Mais de um terço de adultos jovens na faixa dos 18 aos 34 anos, dois terços de adultos entre 45 e 64 e aproximadamente

88% dos idosos apresentam pelo menos uma doença crônica1. Condições agudas como as moléstias infecciosas, traumas e a assistência à maternidade geram custos reais, evidentemente. Mas, nos Estados Unidos, as enfermidades crônicas são responsáveis por três quartos dos gastos diretos com saúde, sendo que, da miríade dessas afecções, cinco delas – diabetes, insuficiência cardíaca congestiva, aterosclerose coronariana, asma e depressão – respondem pelo grosso do dispêndio2. E a origem delas muitas vezes reside em duas outras enfermidades crônicas, a obesidade e o tabagismo. Uma razão fundamental para que parcela tão substancial desses dólares seja gasta durante os últimos 18 meses de nossas vidas é que é nesse período que as complicações da doença crônica finalmente se manifestam com maior intensidade.3

 

Capítulo 6. Integrando para Fazer Acontecer

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Capítulo 6

Integrando para Fazer Acontecer

“No fim das contas, a única conclusão razoável é que perdemos uma montanha de dinheiro no mais maluco e oneroso sistema administrativo do mundo.”

— Henry Aaron, economista da Brookings Institution,

1 referindo-se ao sistema de saúde dos Estados Unidos .

Enquanto nos debatíamos, em nossa pesquisa, com os desafios de melhorar a qualidade da assistência à saúde, diminuir seu custo e torná-la mais acessível, o que precisava ser feito ficou bastante claro. O problema básico que enfrentamos não se restringe ao campo da saúde: a melhoria da qualidade, dos custos e da acessibilidade é uma questão que tem marcado presença na história de diversos setores.

Nesses outros casos, foram inovações de ruptura que transformaram produtos e serviços caros e complexos em itens simples e disponíveis. O processo exigiu três capacitadores – tecnologia, modelo de gestão e rede de valor. No caso da assistência à saúde, a situação não é diferente.

 

Capítulo 7. Rompendo o Sistema de Pagamento

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Capítulo 7

Rompendo o Sistema de Pagamento

Dizem que os médicos, uma vez licenciados, não estão sujeitos a muita regulamentação. Uma revisão do Federal Register1 mostra que os médicos enfrentam, na verdade, poucas regras explícitas:

1.

2.

3.

4.

Os pacientes que irão ou não tratar

As terapias e os protocolos que utilizam

Onde ministrar o tratamento de seus pacientes

Se devem ou não avaliar os resultados de seu trabalho e como

Sob muitos aspectos, no entanto, as escolhas dos médicos nesses quatro âmbitos de atuação são detalhadamente reguladas – pela forma como são pagos por seus serviços. O pagamento tornou-se o principal mecanismo de regulamentação da prática médica nos EUA.2 Como esses profissionais não podem se dar ao luxo de fazer coisas pelas quais não são pagos, mas fazem com gosto aquelas pelas quais são formidavelmente remunerados, as decisões sobre quando, quanto e mesmo se devemos ou não pagar os médicos pelos vários procedimentos que desempenham tornou-se, sem que percebêssemos, um dos mais penetrantes e poderosos mecanismos regulatórios jamais arquitetados.

 

Capítulo 8. O Futuro da Indústria Farmacêutica

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Capítulo 8

O Futuro da Indústria Farmacêutica

Será que os remédios, que respondem por cerca de 10% dos custos totais da

1 saúde , são parte do problema desses custos? Ou parte da solução? Críticos da indústria farmacêutica costumam apontar o aumento dos gastos com produtos farmacêuticos – que duplicaram entre 1995 e 2002 – como os principais culpados pelo crescimento insustentável do dispêndio com assistência à saúde

2 durante esses anos. Outros são da opinião de que, apesar de caras em dólares por ml, as soluções farmacêuticas são muito mais baratas do que outras alternativas de tratamento.

Ambas as visões têm mérito. Certas drogas ajudaram a tornar crônicas doenças agudas fatais, permitindo-nos viver por mais tempo e com maior qualidade de vida. Mas, embora tenham prolongado a duração e a qualidade de nossas vidas, essas drogas tiveram um importante papel na elevação da conta mundial da saúde – não só pelo preço dos medicamentos propriamente ditos, mas pelo custo das complicações decorrentes do fato de que os pacientes deixaram de sucumbir a essas doenças e passaram a conviver com elas.

 

Capítulo 9. O Futuro dos Equipamentos Médicos e de Diagnóstico

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Capítulo 9

O Futuro dos Equipamentos Médicos e de Diagnóstico

A utilização de equipamentos médicos, de diagnóstico e de tratamento têm produzido benefícios inimagináveis na vida de milhões de pessoas. Os marca-passos e desfibriladores implantáveis possibilitam a indivíduos com arritmias cardíacas outrora debilitantes levar uma vida normal. A angioplastia mitigou os sintomas de recorrentes dores no peito em milhões de pessoas. Os quadris e joelhos artificiais permitiram uma vida ativa e independente a milhões de indivíduos que, do contrário, estariam inválidos. Os monitores portáteis de glicemia possibilitam a pacientes diabéticos uma vida longa e normal, escapando às devastadoras complicações de sua doença. Enquanto a cirurgia convencional exigia algumas semanas de recuperação, os equipamentos cirúrgicos minimamente invasivos permitem a realização de cirurgias delicadas de forma ambulatorial – com o restabelecimento dos pacientes concluído em questão de dias. Os micropulsos elétricos de estimuladores neurais implantados no cérebro são capazes de sumir com os tremores da doença de Parkinson – e até mesmo, em outros pacientes, diminuir os sintomas da depressão.

 

Capítulo 10. O Futuro do Ensino de Medicina

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Capítulo 10

O Futuro do Ensino de Medicina

O sistema norte-americano de ensino de medicina costuma ser considerado o melhor do mundo. Apesar do declínio nos salários dos médicos nos últimos dez anos1 e do aumento correspondente na supervisão burocrática do serviço de saúde, muitos dos melhores estudantes competem pela oportunidade de entrar para uma das 129 faculdades de medicina norte-americanas, com uma média de dois a três candidatos para cada uma das 15 mil a 16 mil vagas disponíveis.2 Depois de investir quatro anos para obter o diploma médico, os recém-formados começam outros três a cinco anos de residência, onde 24 mil vagas os esperam.3 Aqueles que buscam uma carreira como especialistas fazem mais dois ou três anos de formação com um fellowship.

Os graduados desse sistema notável de ensino médico compreendem um grupo de indivíduos com alto nível de formação e muita motivação, ansiosos por prestar o melhor atendimento possível. Contando com a faculdade, os médicos do futuro terão passado de 11 a 15 dos anos mais produtivos das suas vidas apenas na formação para suas carreiras. Serão essas as carreiras que eles esperavam?

 

Capítulo 11. A Reforma Regulatória e a Ruptura no Sistema de Saúde

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Capítulo 11

A Reforma Regulatória e a Ruptura no Sistema de Saúde

Embora a maior parte do setor tenha descoberto como melhorar os custos, a qualidade, a segurança e as opções de escolha para o consumidor sem recorrer

à estatização, grande parte do discurso público sobre a reforma do sistema de saúde concentra-se em descobrir se o setor privado poderá, ou mesmo se deverá, concertar o sistema atual. A realidade, é claro, é que o sistema de saúde não é uma empresa privada no mesmo sentido em que a indústria automobilística, de semicondutores e consultorias estratégicas. Os tentáculos da influência e controle governamentais se espalham pelo sistema de saúde dos Estados Unidos de um modo profundo, emaranhado e global. Já em muitos outros países economicamente avançados, é claro, o governo é o sistema de saúde.

Como são vidas, e não apenas dólares, que estão em jogo, existe uma antiga tradição de policiar o que se pode e o que não se pode fazer no setor da saúde.

 

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