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Avaliação Neuropsicológica - 2.ed.

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Esta nova edição de Avaliação neuropsicológica reúne alguns dos principais clínicos, professores e pesquisadores que se dedicam ao desenvolvimento desta área no Brasil. Abordando os avanços recentes e incluindo novos instrumentos de avaliação utilizados neste campo, esta é uma obra fundamental tanto para a formação como para o aprimoramento profissional.

 

71 capítulos

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Capítulo 1. Contrastando avaliação psicológica e neuropsicológica: acordos e desacordos

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Contrastando avaliação psicológica e neuropsicológica: acordos e desacordos1

MARCELA MANSUR-ALVES

A avaliação, empreendida com fins profissionais, consiste na melhor descrição possível, por meio de técnicas e teorias científicas particulares, dos aspectos relevantes de uma pessoa, almejando responder a questões específicas, de forma dinâmica e processual

(Tavares, 2003). Conduzir um processo de avaliação está longe de ser tarefa trivial e, talvez, se constitua em uma das competências mais fundamentais a serem desenvolvidas na formação superior para as áreas da saúde. Não obstante possa haver diferenças fundamentais na condução de uma avaliação empreendida em contextos e áreas distintas, entende-se que, de maneira geral, a avaliação atende aos seguintes propósitos: a. descrever o funcionamento atual do indivíduo, ressaltando suas forças e dificuldades, sua capacidade para viver de forma autônoma e independente e suas possibilidades de adaptação social, profissional e pessoal com vistas à minimização do sofrimento físico e psicológico; b. identificar necessidades terapêuticas, recomendar intervenções e apontar

 

Capítulo 2. O neuropsicólogo e seu paciente: a construção de uma prática

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O neuropsicólogo e seu paciente: a construção de uma prática

MARIA JOANA MADER-JOAQUIM

O desenvolvimento tecnológico é surpreendente nos dias de hoje. As invenções do século XX transformaram a vida do cidadão comum de um modo que, em 1900, só livros de ficção poderiam sugerir. A primeira metade do século XX viu a transformação do transporte, das carroças e dos bondes aos aviões, encurtando, assim, as distâncias entre as pessoas. A segunda metade transformou a comunicação, passando da simples carta manuscrita ao e-mail pela internet e, hoje, textos e imagens são transmitidos a uma velocidade inimaginável há poucas décadas. A internet revolucionou a comunicação científica e pessoal. Quais as modificações esperadas para os próximos 50 anos?

Quais serão os novos hábitos diários?

As duas últimas décadas do século XX proporcionaram um avanço das técnicas de imagem para exames do corpo humano lançando luz sobre as estruturas cerebrais.

Dessa forma, hoje, permitem maior precisão diagnóstica tanto de localização como de causa das doenças no sistema nervoso central (SNC). Outras áreas, como a biologia e a genética, igualmente avançaram com seus microscópios. Compreender a complexidade do funcionamento cerebral é absolutamente necessário para o bom desenvolvimento da prática clínica de

 

Capítulo 3. Neuropsicometria: modelos nomotético e idiográfico

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Neuropsicometria: modelos nomotético e idiográfico

VITOR GERALDI HAASE

GUSTAVO GAUER

CRISTIANO MAURO ASSIS GOMES

As questões psicométricas em neuropsicologia são complexas e invariavelmente conectadas à lógica inferencial da disciplina.

Uma tradição que remonta a Windelband

(1901) classifica as ciências sociais e comportamentais em nomotéticas e idiográficas. No enfoque nomotético em neuropsicologia, o desempenho dos pacientes individuais em diversos testes neuropsicológicos é comparado a um referencial normativo populacional. Essa perspectiva é também chamada de nomotético-nomológica, uma vez que sua validade depende de uma ampla rede de suposições teórico-metodológicas que sustentam o processo inferencial do comportamento observado aos construtos avaliados (Cronbach & Meehl,

1955).

Diversas escolas de avaliação neuropsicológica se baseiam mais ou menos explicitamente no modelo nomotético-nomológico (Milberg, Hebben, & Kaplan, 2009;

 

Capítulo 4. Psicometria aplicada à neuropsicologia

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Psicometria aplicada à neuropsicologia

IGOR G. MENEZES

JOÃO CARLOS ALCHIERI

ANTECEDENTES HISTÓRICOS DO

USO DA PSICOMETRIA APLICADA À

NEUROPSICOLOGIA

O início do uso da psicometria na neuropsicologia se deu por volta de 1912, em função da necessidade de contratação de técnicos psicológicos para os contextos de tratamento clínicos interdisciplinares. Tais profissionais acabaram, no entanto, por adotar uma função muito mais técnica, relacionada à supervisão de outros psicólogos clínicos que, por sua vez, seriam responsáveis por prover cuidados e tratamento aos pacientes (Malek-Ahmadi, Erickson, Puente,

Pliskin, & Rock, 2012). Somente no fim dos anos de 1930 ocorreu uma maior aproximação entre essas duas áreas, sendo William A.

Hunt o primeiro psicólogo a trabalhar na interface entre psicometria e neuropsicologia na Marinha norte-americana durante a

Segunda Guerra Mundial. A partir de então, houve um aumento paulatino no número de profissionais de psicologia fazendo uso de técnicas psicométricas na área clínica, impulsionado sobretudo por Ward

 

Capítulo 5. Princípios gerais de métodos de estudo de caso

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Princípios gerais de métodos de estudo de caso

DANILO ASSIS PEREIRA

ADRIANA MUNHOZ CARNEIRO

O estudo de caso é uma das possíveis formas de se realizar pesquisas qualitativas, sendo proveniente das ciências médicas e psicológicas, que careciam de estudos que permitissem chegar a consensos teóricos e práticos a respeito de condutas clínicas.

É possível encontrar diferentes definições para essa modalidade de pesquisa, mas todas convergem quanto a ser caracterizado por um estudo de metodologia naturalística, bem-descrito em relação ao tempo e ao contexto, com procedimentos, avaliação e interpretação adequados, com base na descrição extensiva do sujeito da pesquisa (Eisenhardt, 1989; Marshall & Rossman, 2006).

No âmbito da neuropsicologia, estudos de caso único já têm boa tradição, apesar da redução do número de publicações nas últimas décadas, justificada pela restrição a generalizações e, muitas vezes, pela replicação do fenômeno. Tais limitações são contrabalançadas por sua importância na geração de novas ideias e teorias, em um campo da ciência no qual a observação do paciente é primordial para auxiliar na interpretabilidade do caso (Flyvbjerg, 2006; Yin,

 

Capítulo 6. Avaliação da inteligência e seus desafios

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Avaliação da inteligência e seus desafios

REGINA LUÍSA DE FREITAS MARINO

GISELE AP. DA SILVA ALVES

A inteligência geral é compreendida atualmente como um sistema organizado de habilidades cognitivas que se relacionam entre si, ou seja, compartilham variância em comum. Tal sistema é hierárquico, pois as habilidades são classificadas em níveis, nos quais as habilidades amplas são situadas em níveis superiores; e as específicas, em níveis inferiores (Weiss, Saklofske, Prifitera, & Holdnack, 2006).

O modelo mais influente devido à quantidade de evidências acumuladas que o corroboram e que tem sido considerado como nomenclatura-padrão entre pesquisadores e profissionais da área que estudam a inteligência é o Modelo Cattell-Horn-Carroll (CHC) (Primi, 2003; Primi & Nakano,

2015; Schelini, 2006). Esse modelo é uma operacionalização hierárquica proposta por

McGrew e Flanagan (1998) de dados disponíveis de Cattel (1941, 1971), Carrol (1993) e Horn (1991) e envolve a organização de diversas habilidades em três estratos, ou níveis, distintos em função da generalidade das habilidades. No estrato III encontra-se o fator g, refletindo uma associação geral entre todas as capacidades cognitivas dos três estratos e que passou a ser identificado no modelo CHC como o mais próximo à inteligência fluida, no estrato II (Schelini, 2006).

 

Capítulo 7. Linguagem

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Linguagem

LETICIA LESSA MANSUR

THARSILA MOREIRA GOMES DA COSTA

MARCELA LIMA SILAGI

Este capítulo enfoca a avaliação da linguagem do adulto com lesões neurológicas. Introduz o tema com a definição de linguagem, apresenta os objetivos e fundamentos para a construção de instrumentos da avaliação e examina os processos de avaliação nos diversos métodos e instrumentos de coleta de dados de linguagem.

A linguagem é definida a partir de aspectos biológicos e sociais, que exprimem seu caráter essencial de favorecer a adaptação do indivíduo ao ambiente. No contexto da neuropsicologia, a avaliação da linguagem não pode ser concebida de forma dissociada de componentes linguísticos, cognitivos e sociais.

O componente cognitivo refere-se à transformação dos múltiplos inputs do ambiente em conhecimento, à organização, ao armazenamento, à recuperação e à transformação.

O componente linguístico diz respeito aos aspectos fonológicos e sintáticos, organizados segundo regras, e aos aspectos semânticos e pragmáticos; diz respeito ao conteúdo lexical (dicionário) e dos discursos.

 

Capítulo 8. Memória

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Memória

NEANDER ABREU

CASSIO LIMA

GUSTAVO M. SIQUARA

ADRIELE WYZYKOWSKI

MAURÍCIO DA SILVA FONSECA

Há muitas definições de memória, mas podemos iniciar afirmando que ela é a capacidade de modificar o comportamento em função de experiências anteriores, sendo dependente de diferentes estruturas do sistema nervoso central (Helene & Xavier, 2003). Estudos com indivíduos normais e amnésicos evidenciam que a memória não é unitária, sendo, então, mediada por processos que são conduzidos por circuitarias neurais diferentes (Baddeley, 2000, 2011; Moscovitch,

2004). A memória é uma das mais complexas e importantes funções cognitivas, e por isso está entre as funções neuropsicológicas mais investigadas (Abreu, Rivero, Coutinho, & Bueno, 2014).

A memória envolve processos complexos pelos quais o indivíduo codifica, armazena e recupera informações. A codificação diz respeito ao processamento de uma informação a ser armazenada. O armazenamento, por sua vez, também chamado de retenção ou conservação, é o processo que envolve o fortalecimento das representações, enquanto elas estão sendo registradas

 

Capítulo 9. Atenção

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Atenção

GABRIEL COUTINHO

PAULO MATTOS

NEANDER ABREU

A avaliação da atenção exige do examinador algumas cautelas (Mattos, 2000). A primeira delas é a necessidade de se investigar diferentes fatores (muito frequentes no cotidiano) que podem influenciar o exame dessa complexa função, como, por exemplo, cansaço, sonolência, uso de substâncias psicoativas e álcool, entre outros. Em segundo, há a necessidade de considerar que os níveis atencionais variam ao longo dos dias e, frequentemente, ao longo de um mesmo dia: o desempenho deficitário em um momento isolado não implica necessariamente comprometimento significativo dessa função. Em terceiro, o que se entende por atenção compreende aspectos cognitivos diferentes que podem exigir tarefas específicas para sua avaliação. A atenção sustentada, por exemplo, exige testes necessariamente mais longos (raras vezes encontrados na prática clínica); alguns transtornos primários de atenção, como o transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), se caracterizam por variabilidade da resposta ao longo do tempo, exigindo não apenas testes mais longos, como também a divisão em blocos para análise comparativa. Por último, cumpre ressaltar que vários autores consideram a atenção (ou, pelo menos, alguns de seus aspectos) como uma função executiva, devendo, portanto, ser interpretada no

 

Capítulo 10. O exame das funções executivas

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O exame das funções executivas

LEANDRO F. MALLOY-DINIZ

ISABELA SALLUM

DANIEL FUENTES

LAÍS BERINGHS BARONI

DANIELLE DE SOUZA COSTA

JONAS JARDIM DE PAULA

Existem diversas definições de funções executivas (FEs), as quais, em regra, relacionam esses processos cognitivos à nossa capacidade de direcionar o comportamento a objetivos. Desse modo, as FEs seriam a base de nossa intencionalidade e de nossa capacidade de autogestão. Malloy-Diniz, de Paula, Fuentes, Sedó e Leite (2014) definem as FEs como um conjunto de processos mentais que, de forma integrada, permitem que o indivíduo direcione comportamentos a metas, avalie a eficiência e a adequação desses comportamentos, abandone estratégias ineficazes em prol de outras mais eficientes e, assim, resolva problemas imediatos, de médio e de longo prazos. Logo, as FEs são fundamentais para a adaptação e para a vida civilizada, pois permitem ao indivíduo refletir sobre si mesmo, suas habilidades, potencialidades e fraquezas, estabelecer sequência comportamental ligando objetivo a método e pensar a respeito do impacto das próprias ações sobre outras pessoas.

 

Capítulo 11. Praxia e visioconstrução

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Praxia e visioconstrução

LAFAIETE MOREIRA

JONAS JARDIM DE PAULA

PRAXIA

É a habilidade de idealizar e executar um ato motor normalmente gestual, tratando-se do componente cognitivo do comportamento motor propriamente dito. Hugo Karl Liepmann foi o primeiro cientista a pesquisar as dificuldades na habilidade gestual, denominando-as de apraxias. Na época, ele propôs um modelo que distinguia as etapas de formulação da programação motora (a ideação de um gesto) e de implementação dessa programação ou planejamento (em termos de sequência temporal e espacial necessária).

Déficits na formulação do gesto motor acarretariam a apraxia ideatória (ou ideacional) e déficits em sua execução promoveriam a chamada apraxia ideomotora (Gonzalez

Rothi, Ochipa, & Heilman, 1991). Ambos os tipos de déficits seriam posteriormente caracterizados ainda em função da utilização

(transitivos) ou não (intransitivos) de um objeto ou ferramenta e do nível do processamento gestual, que poderia ocorrer desde a execução da ação (nível do controle motor) até, mais internamente, a própria representação conceitual (nível semântico) do gesto

 

Capítulo 12. Cognição numérica

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Cognição numérica

ANNELISE JÚLIO-COSTA

JÚLIA BEATRIZ LOPES SILVA

VITOR GERALDI HAASE

RICARDO MOURA

A pesquisa sobre cognição numérica alcançou notável progresso durante as duas últimas décadas, de modo que, hoje, muito se sabe a respeito do desenvolvimento, das habilidades cognitivas envolvidas e do substrato neural das representações numéricas. Diferentes modelos cognitivos foram propostos, sendo dois os principais modelos de processamento numérico que abrangem tanto os códigos numéricos simbólicos (p. ex., 3 ou três) quanto os não simbólicos (p. ex., ***).

MODELO SEMÂNTICO-ABSTRATO

O modelo semântico-abstrato foi publicado por McCloskey (1992) na década de 1990 como um aperfeiçoamento de um modelo anterior (McCloskey, Caramazza, & Basili, 1985). O modelo propõe um sistema semântico central, um sistema dedicado para a realização de cálculos e dois subsistemas independentes de entrada e saída, responsáveis pela compreensão e pela produção de símbolos numéricos.

 

Capítulo 13. Leitura e escrita

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Leitura e escrita

JERUSA FUMAGALLI DE SALLES

JAQUELINE DE CARVALHO RODRIGUES

HELENA VELLINHO CORSO

A linguagem é uma habilidade bastante complexa, que se manifesta na forma de

“compreensão” receptiva, incluindo a audição e a leitura, ou no aspecto de codificação expressiva, envolvendo a linguagem expressiva oral, a escrita e a sinalização. Abrange os componentes semântico (significado das palavras), fonético (sons da fala), fonológico

(fonemas), morfológico (unidades de significado das palavras), lexical (repertório linguístico de uma pessoa), sintático (regras de estrutura das frases), pragmático (modo como a linguagem é usada e interpretada) e prosódico (entonação, ênfase e padrões rítmicos da fala). Neste capítulo, são abordados aspectos compreensivos (leitura) e expressivos (escrita) da linguagem escrita, no nível da palavra e do texto, em termos de modelos teóricos da psicologia e da neuropsicologia cognitivas, e alguns instrumentos e tarefas para avaliar essas habilidades em crianças e adultos disponíveis no contexto brasileiro.

 

Capítulo 14. Comportamento motor

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Comportamento motor

BLAISE CHRISTE

MAICON RODRIGUES ALBUQUERQUE

GUILHERME MENEZES LAGE

Função compartilhada com animais e objeto de avaliação sistemática da neurologia, a motricidade é com frequência considerada com algum desdém pela neuropsicologia, que tende a se concentrar nas funções mais especificamente humanas e mais puramente cognitivas.

No entanto, acreditamos que a motricidade deveria fazer parte do campo de conhecimento dos neuropsicólogos, seja em uma perspectiva avaliativa ou terapêutica.

Três aspectos pragmáticos baseiam tal parecer:

1.

2.

Os movimentos são, sem dúvida, o principal meio de expressão de nossos comportamentos, dos mais básico

(respirar, comer, etc.) aos mais elaborados (falar, escrever, dançar, desenhar/pintar, tocar música, etc.). Os distúrbios do movimento inevitavelmente têm um impacto negativo sobre as atividades de vida diária da pessoa afetada que os neuropsicólogos devem levar em consideração em suas recomendações ou reabilitações.

 

Capítulo 15. Cognição social

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Cognição social

LUCIANA DE CARVALHO MONTEIRO

MARIO LOUZÃ

Podemos dividir a neuropsicologia em duas

áreas hierarquicamente organizadas:

••

••

A neuropsicologia aplicada às funções cognitivas básicas, ou neurocognição, que procura examinar cada uma das funções cognitivas individualmente.

A neuropsicologia aplicada a um âmbito cerebral superior, de fundamental importância para a adequação do comportamento ao ambiente, denominada cognição social.

O termo cognição social (alguns autores utilizam o termo “neurociência social” [Decety & Cacioppo, 2011]) refere-se

à habilidade de identificação, manipulação e adequação do comportamento de acordo com informações socialmente relevantes detectadas e processadas em determinado contexto do ambiente (Adolphs, 2001).

Para tanto, requer um sistema neural subjacente que gerencia desde o input do estímulo (percepção) até o resultado final do processo, ou seja, a manifestação do comportamento adaptativo (Fig. 15.1).

 

Capítulo 16. Julgamento e tomada de decisão

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Julgamento e tomada de decisão

BRUNO KLUWE-SCHIAVON

BRENO SANVICENTE-VIEIRA

RODRIGO GRASSI-OLIVEIRA

DEFINIÇÕES DA TOMADA DE DECISÃO

Fatores contextuais

A todo instante tomamos decisões, das mais corriqueiras, como a escolha entre qual suco tomar no almoço, às mais extraordinárias, como comprar um imóvel ou investir no mercado de ações. A priori, essas decisões diferem quanto ao nível de engajamento cognitivo necessário para tomá-las, visto que algumas decisões demandam uma avaliação dos riscos mais cautelosa do que outras. Entretanto, as decisões podem variar de acordo com outros aspectos, como, por exemplo, experiências prévias, humor e influência de grupos. Assim, uma diretora executiva que há anos investe no mercado de ações tende a tomar melhores decisões quando comparada a um investidor esporádico, ou, ainda, um jovem que está muito triste pode não estar motivado a adquirir um veículo em relação a outro que está muito feliz com o novo emprego. Considerando a diversidade de variáveis que podem influenciar a tomada de decisão, alguns pesquisadores distinguiram aqueles que seriam fatores contextuais de fatores individuais (Figner &

 

Capítulo 17. Reconhecimento de emoções

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Reconhecimento de emoções

DANIEL FUENTES

LUCIANE LUNARDI

CRISTIANA CASTANHO DE ALMEIDA ROCCA

PROCESSAMENTO DAS EMOÇÕES

A percepção de faces e de expressões emocionais pode ser vista como dois processos separados, os quais envolvem estruturas cerebrais e circuitos neurobiológicos diferentes. Estudos de neuroimagem sugerem que regiões específicas no córtex inferotemporal e no temporal inferior são responsáveis pela percepção de faces. Essas regiões contêm áreas receptoras amplas, as quais algumas vezes envolvem todo o campo visual e são sensíveis tanto à forma como a cores.

Lesões específicas nessas áreas cerebrais levam à prosopagnosia, quadro neurológico que se refere a uma incapacidade para reconhecer rostos familiares ou famosos, embora esteja preservada a capacidade de reconhecer que o estímulo apresentado é um rosto (Gil, 2003). Entretanto, os pacientes com prosopagnosia não têm dificuldades para reconhecer expressões emocionais de faces apresentadas como estímulos, porque o reconhecimento de expressões emocionais não depende somente de reconhecimento facial e ocorre em outras regiões cerebrais.

 

Capítulo 18. A avaliação da personalidade e sua contribuição à avaliação neuropsicológica

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A avaliação da personalidade e sua contribuição à avaliação neuropsicológica

DANIEL FUENTES

CAMILA NAPPI MORENO FERNANDES

FERNANDA MARTINS SASSI

LAURA FRAMBATI

JÔNIA LACERDA FELÍCIO

LEANDRO F. MALLOY-DINIZ

Desde a Antiguidade, o homem busca definir e compreender a personalidade em termos das semelhanças e diferenças entre os indivíduos. Essas características (traços) de personalidade são definidas como uma tendência disposicional do indivíduo para agir de determinada maneira ao longo do tempo em diferentes circunstâncias.

Com o intuito de encontrar a melhor resposta para tal questão, diversos estudiosos da psicologia e outras áreas relacionadas, de acordo com sua abordagem teórica, analisam a personalidade em diferentes níveis. Esses níveis incluem aspectos biológicos e psicossociais, cultura, histórico de contingências de reforçamento e punição, e, ainda, processos mentais e inconscientes. A integração de conhecimentos provenientes desses diferentes níveis de análise poderá futuramente possibilitar a compreensão da personalidade a partir de um modelo único.

 

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