Gestão Estratégica do Risco

Autor(es): Aswath Damodaran
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Escrito por Aswath Damodaran, reconhecido como um dos melhores professores de Finanças dos Estados Unidos, Gestão Estratégica do Risco: Uma Referência para a Tomada de Riscos Empresariais mostra que o risco, se explorado com inteligência, é fundamental para o sucesso de uma empresa. O leitor vai aprender a determinar quais riscos ignorar, contra quais se proteger e quais explorar. Damodaran oferece um quadro de referências detalhado para a maximização dos lucros pela exposição limitada a alguns tipos de riscos e pela exploração de outros.
 

12 capítulos

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Capítulo 1: O que é risco?

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O Que é Risco?

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risco é parte de qualquer empreitada humana. Desde o instante em que despertamos pela manhã, que entramos em nosso carro ou usamos o transporte público para a escola ou trabalho, até voltarmos para a cama (e talvez mesmo depois), estamos expostos a riscos de diferentes intensidades. O que torna fascinante o estudo do risco é que, simultaneamente ao fato de muito dessa exposição não ser de todo voluntária, ainda corremos riscos de livre-arbítrio (como dirigir em alta velocidade nas auto-estradas ou apostar em jogos de azar, por exemplo) e nos divertimos com eles.

Apesar de alguns desses riscos parecerem triviais, outros fazem significativa diferença na maneira como vivemos nossas vidas. É possível defender a tese de que todos os avanços da civilização – da invenção de ferramentas pelo homem das cavernas até a terapia genética – foram possíveis porque alguém se dispôs a correr riscos e desafiar o estado das coisas de então. Neste capítulo, começaremos nosso estudo do risco assinalando sua presença ao longo da história para podermos examinar a melhor maneira de explicar o significado do termo “risco”.

 

Capítulo 2: Por Que nos preocupamos com o risco?

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Por Que Nos

Preocupamos

Com o Risco?

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homem procura ou evita riscos? Como o risco afeta o comportamento, e quais as conseqüências para decisões relativas a empresas e investimentos? As respostas a essas perguntas estão no cerne de qualquer discussão sobre o risco. Muitas pessoas podem ter aversão ao risco, mas elas também se sentem atraídas por ele, e pessoas diferentes reagem de modo distinto diante de um mesmo estímulo.

Neste capítulo, examinaremos a atração exercida pelo risco e a maneira como ele afeta o comportamento humano. Depois, discutiremos o que entendemos por aversão ao risco e os motivos pelos quais essa aversão é importante para a gestão do risco. O debate prosseguirá com a avaliação da melhor maneira de mensurar a aversão ao risco, examinando a variedade de técnicas desenvolvidas na esfera econômica com essa finalidade. Na última seção consideraremos as implicações da aversão ao risco para finanças corporativas, investimentos e avaliação.

 

Capítulo 3: O que se pensa sobre o risco?

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O Que Se Pensa

Sobre o Risco?

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o Capítulo 2, “Por que nos preocupamos com o risco?”, apresentamos as maneiras como os economistas medem a aversão ao risco e as respectivas conseqüências para decisões de investimentos e de negócios. Neste capítulo, reunimos o conjunto de evidências sobre como as pessoas percebem o risco. Primeiramente, examinaremos estudos e pesquisas cujo foco é a aversão ao risco em uma população; depois, voltaremos nossa atenção para o quanto podemos aprender sobre aversão ao risco examinando como são formados os preços de ativos com risco. Por fim, discutiremos a popularidade dos shows de auditório, em que os participantes precisam escolher entre prêmios em dinheiro, o que nos disponibiliza dados ricos para estudos de aversão ao risco.

No exame das evidências sobre aversão ao risco, estudaremos algumas das idiossincrasias observadas no comportamento humano diante do risco, um tópico apresentado no Capítulo 2 no contexto da teoria da perspectiva (Prospect Theory). Muito desse trabalho pode ser categorizado como Finanças Comportamentais; contudo, suas conseqüências econômicas são consideráveis e podem ser a base de algumas das anomalias do mercado, conhecidas, mas difíceis de explicar.

 

Capítulo 4: Como mensuramos o risco?

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Como Mensuramos o Risco?

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e aceitarmos o argumento de que o risco é importante e afeta a maneira como os gestores e investidores tomam suas decisões, é lógica a conclusão de que a sua medida é o primeiro passo a ser tomado para geri-lo. Neste capítulo, vamos examinar como as medidas do risco evoluíram, da aceitação fatalista de resultados negativos para as medidas probabilísticas que permitem lidar com ele – incluindo os desdobramentos lógicos dessas medidas para a indústria de seguros. Depois, iremos considerar como o advento e o crescimento dos mercados de ativos financeiros influenciaram o desenvolvimento das medidas do risco. Por fim, usaremos a moderna teoria de carteiras para encontrar medidas individualizadas do risco e explicar por que essas podem não estar de acordo com as medidas probabilísticas do risco.

O destino e a divina providência

Risco e incerteza são parte intrínseca de tudo que o homem faz desde seus primórdios.

Mas esses fenômenos nem sempre receberam essa classificação. Ao longo da maior parte da História, eventos com conseqüências negativas eram atribuídos à Divina

 

Capítulo 5: O valor ajustado ao risco

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O Valor Ajustado ao Risco

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s investidores avessos ao risco atribuem valores mais baixos a ativos que apresentam maior risco, do que a ativos semelhantes mas que tenham menor risco. A forma mais comum de ajustar um valor para o seu nível de risco consiste em calcular o seu “valor ajustado ao risco”. Neste capítulo, iremos considerar quatro maneiras de fazer esse ajuste para o risco. As duas primeiras abordagens baseiam-se na avaliação dos fluxos de caixa descontados, pela qual avaliamos um ativo descontando os seus fluxos de caixa a uma determinada taxa de desconto. Nesse caso, o ajuste pode assumir a forma de uma taxa de desconto maior ou de uma redução no valor dos fluxos de caixa esperados, com o ajuste baseado em alguma mensuração do risco do ativo. A terceira abordagem consiste em fazer um ajuste pós-avaliação para o valor do ativo, obtido sem considerar o risco, em que o ajuste assume a forma de um desconto para um provável risco de perdas ou um prêmio para um risco com oportunidades. Na quarta e última abordagem, o risco é ajustado observando-se por quanto o mercado desconta os valores de ativos com risco semelhante.

 

Capítulo 6: As abordagens probabilísticas: análisede cenários, árvores de decisão e simulação

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As Abordagens

Probabilísticas: Análise de Cenários, Árvores de

Decisão e Simulação

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o capítulo anterior, examinamos maneiras de ajustar o valor de um ativo para a sua dimensão “risco”. Não obstante sua popularidade, todas as abordagens têm algo em comum: o risco de um ativo está contido em um número – uma taxa de desconto mais elevada, fluxos de caixa reduzidos, ou ainda um desconto no valor – e o cálculo quase sempre requer a adoção de hipóteses (muitas vezes rígidas) sobre a natureza do risco.

Neste capítulo consideraremos uma maneira diferente e potencialmente mais informativa de avaliar e apresentar os riscos presentes em um investimento. Em vez de calcular um valor esperado que busque refletir diferentes desfechos possíveis, esses modelos nos permitem fornecer informações sobre qual o valor que o ativo terá para cada um dos desfechos possíveis, ou no mínimo para alguns desfechos. Iniciaremos esta seção com o exame da versão mais simples, que é uma análise do valor que um ativo pode assumir em três cenários – melhor caso, caso mais provável e pior caso

 

Capítulo 7: O valor em risco (VaR)

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O Valor em Risco (VaR)

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ual seria meu maior prejuízo com este investimento?”. Essa é uma pergunta que quase todo investidor que investiu ou que considera investir em um ativo que apresenta risco fará em algum momento. O valor em risco (VaR) tenta dar uma resposta, ao menos dentro dos limites do razoável. Na verdade, engana-se quem considera o VaR como alternativa para o valor ajustado para o risco e as abordagens probabilísticas. Antes de mais nada, o VaR toma emprestado de ambas, de forma muito liberal. Contudo, o amplo uso do VaR como ferramenta de identificação e avaliação do risco – sobretudo em instituições financeiras – e a ampla literatura desenvolvida em torno do tema nos compelem a dedicar um capítulo inteiro ao seu exame.

Neste capítulo iniciaremos com uma descrição geral do VaR e da visão de risco subjacente a essa forma de mensuração e examinaremos a história de seu desenvolvimento e aplicações. A seguir, discutiremos as diversas questões inerentes à elaboração de estimativas, além de outras dúvidas que surgem no contexto da mensuração do

 

Capítulo 8: As opções reais

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As Opções Reais

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s abordagens para a avaliação dos efeitos do risco descritas nos três últimos capítulos concentraram-se, em sua maioria, nos seus efeitos negativos. Em outras palavras, todas as técnicas preconizaram o risco de perdas, e ignoraram o componente da oportunidade no risco. Como abordagem, as opções reais são as únicas que dão lugar de destaque para o potencial das oportunidades associado ao risco, com base no argumento de que a incerteza por vezes pode ser uma fonte de valor adicional, sobretudo para aqueles que se preparam para tirar vantagem dela.

Este capítulo iniciará com uma descrição muito geral da argumentação subjacente à abordagem das opções reais, e comentará o seu embasamento em dois aspectos principais – o da capacidade das pessoas ou entidades de aprender com o que ocorre em seu entorno, e a disposição e a habilidade de alterar o seu comportamento com base nesse aprendizado. Após, será apresentada uma descrição das várias formas que as opções reais podem assumir na prática e da maneira como essas opções afetam o nosso comportamento e a nossa maneira de calcular o valor de um investimento. Na

 

Capítulo 9: A gestão do risco: O quadro ampliado

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A Gestão do Risco:

O Quadro Ampliado

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amos relembrar o que foi discutido até agora. Os seres humanos são avessos ao risco, ainda que por vezes se comportem idiossincraticamente diante da incerteza, e o risco afeta o valor. As ferramentas necessárias para diagnosticar o risco ganharam sofisticação com o passar do tempo, mas os riscos que enfrentamos tornaram-se mais variados e complexos. Porém, a linha divisória entre sucesso e fracasso nos negócios é a capacidade de julgar de forma criteriosa os riscos a serem repassados aos investidores, os riscos que precisam ser evitados e os riscos a serem explorados.

No Capítulo 1, “O que é risco?”, dissemos que a busca de proteção contra riscos

(hedge) assumiu um papel por demais exagerado na gestão do risco. Este capítulo apresentará uma distinção mais apurada entre buscar proteção contra o risco, que tem enfoque na redução ou eliminação de alguns riscos, e fazer a gestão do risco, em que a nossa missão é mais abrangente: a de reduzir alguns, a de ignorar outros, e a de assumir os riscos proveitosos. Nosso exame da gestão do risco como processo começará com o desenvolvimento de uma estrutura para avaliação de seus efeitos no valor. Iniciaremos discutindo as maneiras como o risco é considerado nas técnicas convencionais de avaliação para então examinar três possibilidades por meio das quais incorporamos os seus efeitos no valor, de forma mais completa. A primeira dessas alternativas mantém-se no quadro dos fluxos de caixa descontados, mas examina o modo como tanto a busca de proteção quanto o fazer a gestão cautelosa do risco afetam os fluxos de caixa, o crescimento e o valor em seu todo. A segunda discute o esforço por incorporar os efeitos da busca de proteção e da gestão do risco no valor, por meio da avaliação relativa – isto é, com o exame dos caminhos adotados pelo mercado para atribuir preços a empresas que adotam diferentes práticas de gestão de riscos. A terceira abordagem adapta algumas das técnicas apresentadas no contexto das opções reais para avaliar os efeitos tanto da proteção quanto da assunção de riscos sobre o valor.

 

Capítulo 10: A gestão do risco: Elaboração do perfil e proteção contra riscos

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A Gestão do Risco:

Elaboração do Perfil e

Proteção Contra Riscos

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ara administrar riscos, é preciso primeiro entender os riscos aos quais estamos expostos. Este processo de desenvolver um perfil de riscos requer um exame tanto dos riscos imediatos gerados pela competição e pelas mudanças no mercado de produtos quanto dos efeitos mais indiretos trazidos pelas forças macroeconômicas. Neste capítulo iniciaremos com um exame das maneiras com que podemos desenvolver um perfil completo de riscos para uma empresa, em que esboçaremos todos os riscos a que ela está exposta bem como estimaremos a magnitude dessa exposição.

Na segunda parte do capítulo, voltaremos nossa atenção para uma questãochave: o que fazer com esses riscos? Em geral, as alternativas disponíveis são três. Na primeira, podemos não fazer nada e repassar os riscos aos investidores da empresa

– os acionistas, no caso de uma empresa de capital aberto, ou os proprietários, para uma empresa de capital fechado. Na segunda, podemos tentar proteger-nos contra os riscos por meio de uma variedade de abordagens – utilizando opções e futuros contra riscos específicos, alterando a maneira com que financiamos ativos para reduzir a exposição ao risco, ou por meio da aquisição de apólices de seguro. Na terceira, podemos aumentar nossa exposição a alguns tipos de risco de forma intencional, quando percebemos que temos vantagens expressivas sobre a concorrência. Neste capítulo consideraremos apenas as duas primeiras alternativas; a terceira será tratada no Capítulo 11, “A gestão estratégica do risco”.

 

Capítulo 11: A gestão estratégica do risco

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A Gestão Estratégica do Risco

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or que pessoas e entidades avessas ao risco deveriam expor-se ao mesmo de forma intencional, e aumentar essa exposição ao longo do tempo? Uma das razões para isso é que elas acreditam ser capazes de explorá-lo para vantagem própria e assim gerar valor. De que outra maneira explicar os motivos pelos quais uma empresa investe em mercados emergentes que têm expressivos riscos políticos e econômicos ou adota tecnologias cujas regras fundamentais mudam a cada dia? Por essa mesma razão as companhias de maior sucesso em cada setor da atividade empresarial e em cada geração – a General Motors na década de 1920, a IBM nas décadas de 1950 e

1960, a Microsoft e a Intel nas décadas de 1980 e 1990, e a Google de agora – têm uma característica em comum: elas atingiram o sucesso não por evitar o risco, mas por assumi-lo.

Algumas pessoas atribuem o sucesso dessas empresas, e de outras como elas, ao fator sorte, mas isso pode explicar o êxito das empresas que fazem sucesso apenas uma vez – com um único produto ou serviço vitorioso. Empresas vencedoras são capazes de voltar à fonte, repetidas vezes, multiplicando seu êxito com novos produtos e em novos mercados. Para isso, elas precisam ter um modelo de abordagem para lidar com o risco que lhes confira alguma vantagem sobre a concorrência. Este capítulo tratará da melhor maneira de se organizar o processo de assunção de riscos de forma a maximizar as chances de sucesso. Nesse processo, teremos de enveredar por diferentes áreas funcionais dos negócios, desde a Estratégia Corporativa, passando por Finanças e chegando à Gestão de

 

Capítulo 12: A gestão do risco: Os princípios mais importantes

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A Gestão do Risco:

Os Princípios Mais

Importantes

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e existe um tema que permeia este livro da primeira à última página, é a presença e o efeito do risco em todas as decisões que uma empresa toma, e a visão de que sua gestão não se restringe a buscar proteção. Este capítulo revisará o que conhecemos sobre o risco em geral e as melhores maneiras de lidar com ele na prática. Além disso, reafirmaremos 10 princípios que devem governar tanto o diagnóstico quanto a gestão do risco.

1. O risco está em todos os lugares

As pessoas e as empresas têm apenas três alternativas para lidar com o risco. A primeira consiste em negá-lo: não reconhecemos sua existência, e esperamos que ele suma. Nesta visão idealizada de mundo, os atos e suas conseqüências são lógicos, e surpresas desagradáveis não ocorrem. A segunda é o medo: tomamos a via oposta e permitimos que o risco governe todos os aspectos de nosso comportamento. Escondendo-nos atrás da proteção dos seguros e derivativos, esperamos ser poupados de suas piores manifestações. Nenhuma dessas alternativas coloca-nos em posição de tirar proveito do risco. Mas existe um terceiro caminho: aceitar a existência do risco, ser realista sobre as suas chances de ocorrência e dos desfechos a esperar, e mapear a melhor maneira de lidar com ele. Em nossa opinião, esse é o caminho para tornar o risco um aliado, não um adversário.

 

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