Manual de Laboratório - Prótese Total, 3ª edição

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A obra Manual de Laboratório: Prótese Total apresenta de maneira simples, concisa e direta todo embasamento teórico e prático para a realização dos procedimentos laboratoriais necessários para a confecção de próteses totais.

 

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Capítulo I – Moldagens, Moldeiras e Modelos

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Capítulo

I

Moldagens, Moldeiras e Modelos

P

ara melhor entendimento das futuras tarefas laboratoriais, torna-se necessário esclarecer, por meio de conceitos e/ou embasamentos teóricos, como chegar à chapa de prova, a partir da qual se desenvolverão as tarefas propostas neste Manual.

Moldagens, Moldeiras e Modelos n Moldagem é o conjunto de fases clínicas que visam a obtenção de um

molde da área de suporte, por meio de materiais próprios e moldeiras adequadas. Moldar é o ato de imprimir ou copiar áreas de suporte em forma negativa (molde) e, a partir dela, se obter um positivo (modelo). n Moldeiras são artefatos metálicos, plásticos ou individualizados com resinas acrílicas utilizadas como veículo para levar o material de moldagem à boca, para a obtenção da moldagem. n Modelo é a reprodução positiva do molde, produzido com gesso adequado

à sua finalidade.

As moldagens em prótese total podem variar em importância e necessidade de precisão, podendo ser classificadas em duas: anatômica e funcional.

 

Capítulo II – Confecção dos Planos de Orientação e Determinação da Dimensão Vertical

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Capítulo

II

Confecção dos Planos de

Orientação e Determinação da Dimensão Vertical

Planos de Orientação

Os planos de orientação são muralhas de cera adaptadas sobre as chapas de prova, nas quais registra-se as diferentes relações intermaxilares de interesse protético, os parâmetros estéticos e funcionais e as linhas de referências que orientarão na escolha e na montagem dos dentes.

Chapa de prova

A chapa de prova é a base provisória da futura prótese total. Essa base é imprescindível no registro das relações intermaxilares do indivíduo e também na montagem dos dentes artificiais. Deve apresentar-se bem adaptada à boca do paciente para que, durante a tomada das relações, reduza ao mínimo a possibilidade de erros. Caso contrário, sem a devida estabilidade e retenção, a chapa de prova pode deslocar-se, saindo de posição, causando insegurança ao paciente, podendo até influenciar no resultado final do tratamento protético.

O material recomendado na confecção da chapa de prova é a resina acrílica de autopolimerização incolor, porque oferece como vantagem, além da resistência e adaptação ao modelo, economia de tempo e facilidade na manipulação.

 

Capítulo III – Montagem dos Modelos do Articulador

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Capítulo

III

Montagem dos Modelos do Articulador

Articulador

Articulador é um aparelho destinado a fixar os modelos, registrar as relações intermaxilares, o eixo de rotação da mandíbula, o movimento percorrido nas três dimensões e reproduzir os movimentos mandibulares de interesse protético.

Os articuladores podem ser: n Articuladores arbitrários n Articuladores elásticos n Articuladores semi-ajustáveis n Articuladores totalmente ajustáveis

Nas atividades laboratoriais programadas foi utilizado um articulador semi­

‑ajustável da marca Bio-art (Fig. III.1), cujas partes estão detalhadamente demonstradas na próxima página.

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Manual de Laboratório – Prótese Total

Fig. III.1 – Articulador Bioart Mondial 4000.

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Capítulo III

Û

n

Montagem dos Modelos do Articulador

Lista de Peças do Articulador Mondial 4000

 

Capítulo IV – Montagem dos Dentes

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Capítulo

IV

Montagem dos Dentes

A

pós a escolha correta dos dentes artificiais, procedida através de medidas, da distância dos seis dentes anteriores em curva ou intercanina, da linha alta do sorriso e linha média, junto a catálogos fornecidos pelos fabricantes, inicia-se a montagem dos dentes artificiais (Figs. IV.1 e IV.2), que deve obedecer uma determinada seqüência.

Fig. IV.1

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Fig. IV.2

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Manual de Laboratório – Prótese Total

A Disciplina de Prótese Total, da Faculdade de Odontologia de Bauru – USP, orienta a montagem dos dentes na seguinte seqüência: dentes anteriores superiores, começando pelo Incisivo Central, Incisivo Lateral e Canino Esquerdo, completando com os anteriores do lado direito; a seguir, os dentes anteriores inferiores obedecendo a mesma ordem: primeiro os esquerdos, depois os direitos. Após a montagem dos anteriores faz-se o ajuste da Guia Incisal Ajustável

Metálica (meseta – Fig. IV.3) no sentido ântero-posterior e de lateralidade e inicia-se a montagem dos posteriores. Inicialmente são montados os dentes superiores esquerdos, depois os superiores direitos; finalizando a montagem, coloca-se os inferiores esquerdos e depois os direitos.

 

Capítulo V – Preparo das Próteses Totais para Inclusão

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Capítulo

V

Preparo das Próteses Totais para Inclusão

Enceramento das Próteses – Ceroplastia

Após a montagem dos dentes e a verificação da articulação balanceada faz-se o enceramento das próteses totais, que consiste na observação da fixação dos dentes, um a um, e a colocação de uma camada de cera que seja suficiente para a escultura da porção correspondente à gengiva, mucosa e acidentes anatômicos. n Com o articulador fechado, isto é, com os dentes em oclusão, com a espá-

tula no 7 aquecida, fixa-se dente por dente, pelo lado vestibular, tendo o cuidado para não alterar sua posição, devido à plasticidade da cera. n Após a fixação dos dentes na chapa de prova, com a espátula no 31 coloca­

‑se uma camada de cera fundida sobre os colos, nos espaços interdentais e em toda vertente vestibular do rebordo até o sulco gengivo-geniano e gengivo-lateral do modelo (Figs. V.1 a V.3).

Na região palatina deve-se ter o mesmo cuidado, de cobrir os colos, espaços interdentais, região do palato e a parte posterior da prótese.

 

Capítulo VI – Confecção das Bases das Próteses Totais

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Capítulo

VI

Confecção das Bases das Próteses Totais

Inclusão na Mufla (Emuflamento)

A polimerização das bases protéticas pode ser realizada por meio de várias técnicas e ciclos de polimerização e vários métodos quanto à utilização da fonte de energia. Neste manual são abordadas duas técnicas: a) Técnica da termopolimerização convencional, em panela polimerizadora sob pressão e b)

Técnica de polimerização no forno de microondas.

Essa fase tem por finalidade substituir toda a parte de cera em material para base de prótese total, provocando pouca ou nenhuma alteração dimensional nem modificação da forma dada na cera.

O material para base de prótese total mais empregado é a resina acrílica de lenta polimerização. Ela apresenta como vantagens principais: fácil manipulação, leveza, custo módico e a cor que, por caracterização, se aproxima muito da mucosa natural.

As técnicas exibem diferenças que se iniciam na escolha das muflas, para a utilização das diferentes fontes de energia.

 

Capítulo VII – Eliminação da Cera – Técnica Convencional

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Capítulo

VII

Eliminação da Cera –

Técnica Convencional

1. Após a presa final do gesso coloca-se a mufla metálica em um recipiente com água em ebulição durante 5 minutos, tempo suficiente para que a cera se torne plástica (Fig. VII.1).

2. Retira-se da água quente e com uma espátula Le Cron separa-se as duas partes, mufla e contramufla (Fig. VII.2), cuidadosamente para não fraturar o modelo.

Fig. VII.1

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Fig. VII.2

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Manual de Laboratório – Prótese Total

3. Remove-se a chapa de prova e a cera amolecida com uma espátula e, em seguida, lava-se com banho de água quente, retirando o resto da cera que ficou aderida na mufla e contramufla (Figs. VII.3 a VII.8).

4. Recorta-se ligeiramente as arestas delgadas de gesso da mufla e da contramufla, a fim de evitar que, na inclusão da resina, elas se fraturem e fiquem incrustadas na base da prótese.

Fig. VII.3

Fig. VII.4

 

Capítulo VIII – Composição e Preparo da Resina

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Capítulo

VIII

Composição e Preparo da Resina

U

sa-se, convencionalmente, para a base da prótese total, resina acrílica ativada termicamente ou de polimerização lenta. Atualmente, existem outras formas ou métodos de polimerização das resinas, tais como: energia de microondas, fotopolimerização e resinas de polimerização rápida. A resina acrílica convencional (Fig. VIII.1) apresenta-se na forma líquida, que é o monômero (metacrilato de metila), e em forma de grânulos ou esferas sólidas, que

é o polímero (polimetacrilato de metila).

Fig. VIII.1

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Manual de Laboratório – Prótese Total

Modo de preparo – Colocar em um pote para resina 7 ml de monômero (líquido) e depois adicionar 21 cc de polímero (pó), para as próteses totais de tamanho médio, e 10 ml de líquido para 30 cc de pó, para próteses de tamanho grande; misturar os componentes, lentamente, até saturar por completo.

Depois de alcançar a saturação, com uma espátula, homogeneíza-se a mistura e, em seguida, coloca-se a tampa no pote para evitar-se o contato com o oxigênio e a conseqüente evaporação do monômero, dando início a uma polimerização antecipada.

 

Capítulo IX – Técnica de Emuflamento e Remontagem

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Capítulo

IX

Técnica de Emuflamento e

Remontagem

D

urante as fases de enceramento, inclusão, prensagem e polimerização das próteses totais, muitas mudanças ocorrem no posicionamento dos dentes, gerando possíveis alterações na relação dos dentes superiores com os inferiores, devido a variações dimensionais da cera, da silicone laboratorial, do gesso e da própria resina acrílica. Para o sucesso das próteses totais deve-se obter novamente a harmonia entre os dentes, tanto em relação cêntrica como em movimentos látero-protrusivos da mandíbula. A técnica pela qual se obtém essa harmonia é chamada de “desgaste seletivo”, o que é conseguido por meio da remontagem dos modelos. Nesse ajuste haverá desgaste das superfícies oclusais sem que, contudo, os dentes percam sua eficiência mastigatória.

Para não se perder a seqüência dos passos realizados até agora, relembraremos as etapas realizadas a partir da prótese com dentes montados e ence­rada:

1.

2.

 

Capítulo X – Acabamento das Próteses Totais

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Capítulo

X

Acabamento das

Próteses Totais

Remoção das Próteses Totais dos Modelos

1. Delimita-se a base do modelo com lápis grafite (Fig. X.1) e, com o auxílio de uma serra para gesso, faz-se cortes verticais e transversais na base do modelo, tendo-se o cuidado para não aprofundar muito os sulcos, pois pode-se ferir a integridade da base protética (Fig. X.2).

Fig. X.1

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Fig. X.2

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Manual de Laboratório – Prótese Total

2. Alarga-se e aprofunda-se esses cortes por meio de canivete ou faca de laboratório (Fig. X.3).

3. Força-se levemente as partes bucais e labiais em direção ao centro e remove-se os modelos em pequenos blocos (Figs. X.4 a X.6)

Na prótese total inferior faz-se o mesmo procedimento, tendo os mesmos cuidados para não se tocar na superfície da resina da base protética (Figs. X.7 e X.8).

Fig. X.3

Fig. X.4

Fig. X.5

Fig. X.6

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