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Anexos

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Anexos

Anexo A

As investigações de Haffer (1969) e Vanzolini (1970) sobre os padrões de distribuição da fauna na Amazônia, bem como de Journaux (1975) e Meggers (1976) sobre a flora, deram origem ao modelo dos refúgios. De acordo com a interpretação destes cientistas, as bordas dos planaltos das Guianas e Brasileiro e as encostas dos Andes serviram de refúgios às florestas e aos animais a ela adaptados durante as fases secas. Os vários retornos à tropicalidade possibilitaram o seu regresso à região amazônica, explicando, deste modo, a grande variedade de espécies botânicas e zoológicas que a povoam. Cfr. VANZOLINI, P. E.

Zoologia Sistemática, Geografia e a Origem das Espécies. São Paulo, 1970; JOURNAUX,

A. “Géomorphologie des bordures de l’Amazonie brésilienne: de modelé des versants; essai d’évolution páleo-climatique”: Bulletin de l’Association des Géographes Français (Paris),

52 (422-423), 1975. p. 5-19; MEGGERS, B. J. “Vegetacional fluctuation and prehistory cultural adaptation in Amazonia: some tentative correlations”: World Archaeology (Londres),

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Capítulo VIII - A Aculturação

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VIII

A Aculturação

1. A MISCIGENAÇÃO

A sociedade brasileira resulta de um profundo processo de miscigenação biológica e cultural que remonta aos primórdios do contato lusoameríndio no Brasil, tendo-se revestido, numa primeira fase, de um cárater exclusivamente euro-americano, a que se juntou, a partir da segunda metade de Quinhentos, a componente africana.

Os contatos dos portugueses com ameríndios foram estabelecidos com grupos tribais e bandos que se localizavam na vertente atlântica da

América do Sul.1 Mesmo antes de a Coroa desencadear o processo de colonização do Brasil já se tinha iniciado, de maneira informal, a miscigenação entre homens lusos e mulheres tupis. Os precursores desse movimento – que teria profundas repercussões na configuração étnica, demográfica e cultural do Brasil – foram os “lançados”, náufragos, desertores ou degredados, primitivos habitantes europeus da Terra de Santa Cruz.

Vários relatos das primeiras décadas do século XVI aludem frequentemente a um degredado – o Bacharel – que há longos anos se encontrava na

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Capítulo I - Os Fundamentos Geográficos

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I

Os Fundamentos Geográficos

1. O “CONTINENTE DO BRASIL”

O Brasil situa-se, na sua totalidade, na América do Sul, subcontinente que se estende dos 12º 11’ de latitude norte aos 56º 31’ de latitude sul, localizando-se majoritariamente na zona intertropical.

O território brasílico tem atualmente uma superfície de 8.511. 965 km2

(8.456.508 de área terrestre e 55.457 de águas internas), correspondente a

1,7% do globo, a 5,7% das terras emersas, a um quinto das regiões tropicais, a 41,5% da América Latina e a 47,3% da América do Sul. A quinta maior formação política do mundo em extensão atinge 4.320 quilômetros no sentido norte-sul – desde os 5º 16’ 20” de latitude norte (nascentes do rio Ailã, situadas no monte Caburaí, em Roraima) aos 33º 45’ 10” de latitude sul (arroio

Chuí, no Rio Grande do Sul) – e 4.328 quilômetros na direção leste-oeste

– da ponta do Seixas (no cabo Branco, Paraíba) ao rio Moa (Acre) – tendo fronteiras de 15.719 quilômetros com dez estados sul-americanos.

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5. O MUNDO ROMANO

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CAPÍTULO 5

O MUNDO ROMANO

urante o primeiro milênio antes de Cristo, enquanto a civilização grega surgia e florescia no continente e no leste do Mediterrâneo, um povo enigmático

– os etruscos – estava se assentando e desenvolvendo sua própria cultura no centro-norte da Itália, na atual

Toscana. Suas origens não são bem definidas; acredita-se que tenham migrado para a península italiana vindos da

Ásia Menor por volta de 1200 a.C., depois do colapso do

Império Hitita. Com base nas inscrições, nas obras de arte, nos artefatos e na arquitetura que chegaram até nós, parece que os etruscos tiveram diversas raízes. A Grécia, durante os Períodos Primitivo e Clássico, exerceu uma influência muito forte, mas também havia outras relações culturais. A língua etrusca continha elementos indo-europeus e não indo-europeus e era escrita em um alfabeto derivado diretamente do grego; sua religião, que dava muita importância a enterrar os mortos com objetos de uso diário necessários no além, tinha muito em comum com a egípcia. Tal qual a arte hitita, a arte etrusca também apresentava relevos de feras protetoras nas entradas dos túmulos e, assim como a arte dos minóicos e micênicos, decorações naturalistas representavam pássaros e golfinhos. A prática etrusca de ler presságios nas vísceras dos animais se assemelha à tradição babilônica e assíria; o uso de arcos e abóbadas em portais monumentais indica conexões com a arquitetura da Ásia Menor. Embora tenham assimilado muito de seus vizinhos, os etruscos eram um povo original, cujos feitos deixaram uma forte impressão na civilização romana.

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Capítulo V - Os Modelos de Colonização

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V

Os Modelos de Colonização

1. PRELÚDIOS DA COLONIZAÇÃO

O sistema de capitanias de mar e terra e a via diplomática revelaramse incapazes de produzir os resultados desejados, ou seja, a eliminação da presença francesa na América do Sul. A manifesta insuficiência desse modelo para garantir o incontestável domínio português sobre o Brasil induziu o círculo governativo joanino a ponderar, no final da década de vinte, a adoção de soluções mais eficazes destinadas a assegurar a soberania lusitana sobre a totalidade do território americano que lhe pertencia, de acordo com o Tratado de Tordesilhas. No entanto, o monarca francês não lhe reconhecia legitimidade, exigindo ironicamente que lhe mostrassem a cláusula do testamento de Adão que o excluía da partilha do mundo.1

As notícias sobre as explorações efetuadas no rio da Prata pelas armadas de Carlos V provocavam, também, preocupação na corte de Lisboa, uma vez que se pretendia limitar a penetração espanhola na fachada atlântica da

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