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Medium 9788521610397

5. COMO SE FORMA A MAIS-VALIA

MARX, Karl Grupo Gen PDF

5. COMO SE FORMA A MAIS-VALIA*

A utilização da força de trabalho é o trabalho. O comprador da força de trabalho consome fazendo o vendedor trabalhar. Com uma olhada sagaz de conhecedor, o fabricante escolheu os meios de produção apropriados para certos serviços especiais: a fiação, a sapataria etc. Ele se apressa, pois, em consumir a mercadoria comprada, a força de trabalho, fazendo que os próprios meios de produção sejam consumidos pelo detentor da força de trabalho, pelo operário com seu trabalho. O capitalista é forçado a aceitar de início a força de trabalho, tal como ele a encontra no mercado, e o trabalho, tal como ele nasceu em uma época em que não havia ainda capitalistas. A transformação do modo de produção em virtude da subordinação do trabalho ao capital não pode operar-se senão mais tarde.

O processo de trabalho, enquanto processo de consumo da força de trabalho pelo capitalista, apresenta dois fenômenos particulares.

O operário trabalha sob o controle do capitalista, a quem pertence seu trabalho. O capitalista zela para que o trabalho se processe como é preciso e para que todos os meios de produção sejam empregados racionalmente, para que não haja desperdício de matéria-prima e para que o instrumento de trabalho seja utilizado e desgastado somente na proporção exigida pelo seu emprego no trabalho.

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Medium 9788563899392

Capítulo 4 - História e historiografia

Hans-Johann Glock Grupo A PDF

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História e historiografia

Se não por referência ao espaço (geografia e linguagem), talvez a filosofia analítica possa ser concebida por referência ao tempo. Uma desconsideração por questões históricas é com frequência mencionada como um dos traços distintivos da filosofia analítica (Agostini, 1997, p. 73­‑74; Engel,

1997, p. 184­‑196). Além do mais, esse fato alegado é quase universalmente utilizado como um bastão com o qual se possa bater na filosofia analítica. Sem bons motivos, eu acho. Não somente porque os filósofos analíticos têm um interesse maior no passado do que aquilo que é comumente assumido, mas também porque sua negligência de algumas questões históricas não é o pecado mortal que seus críticos fazem com que seja.

A acusação de que a filosofia analítica carece de consciência histórica une seus dois principais rivais dentro da filosofia ocidental contemporânea, a filosofia continental e a tradicionalista. De forma mais surpreendente, talvez, a crítica é também partilhada por alguns que, por consentimento comum, são eles mesmos filósofos analíticos. De uma perspectiva continental­‑mais­‑pragmatista,

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Medium 9788536325187

Governo, governança e governamentalização

Iain Mackenzie Grupo A PDF

Política

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mais fortes, a própria definição de política é necessariamente política.

À medida que examinarmos diferentes conceitos, teorias e pensadores, veremos como esse problema se manifesta. Entretanto, para começar, faz bem saber que, ao divergirem sobre qualquer coisa, muitas vezes filósofos políticos estão divergindo sobre como definir política (ainda que não o declarem expressamente).

Temos agora maior clareza quanto à definição de política? Talvez não, muito embora tenhamos avançado bastante no sentido de uma compreensão mais clara de um dos problemas centrais da filosofia política.

Este será um tema recorrente do livro: em filosofia política, estamos sempre lutando por soluções definitivas para os problemas que levantamos, mas a luta (geralmente) vale a pena porque nos força (em última análise) a levantar perguntas mais pertinentes acerca de nós mesmos e do mundo em que estamos morando. Dito isso, independentemente de se priorizar ora o conflito, ora a conciliação ou a cooperação, ou ainda a decisão coletiva, podemos perceber que política tem algo a ver com a maneira como somos governados por normas. Além disso, quer essas normas sejam alcançadas mediante o consenso de agentes mais ou menos racionais, quer estejam imbricadas profundamente em estruturas sociais como a linguagem, política é uma modalidade de atividade humana que resulta, ou se expressa em interação humana governada por normas. Filosofia política é a tentativa de compreender a natureza e o valor de tal interação regida por normas. Retornaremos às normas mais adiante nessa introdução. Antes disso, daremos um outro passo para chegar a perguntas mais pertinentes sobre política, ao refletirmos sobre o que significa governar.

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Medium 9788536325187

Autoridade absoluta

Iain Mackenzie Grupo A PDF

Política

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as fontes tradicionais da ordem política (moralidade, religião, poder do

Estado) e, na verdade, as pessoas começaram a rebelar­‑se e a derrubar as ordens estabelecidas que promovessem e sustentassem aquelas formas de ordem política. Visto que a derrocada das fontes tradicionais da ordem vinda de cima deixaram um abismo na vida social e política, facilmente preenchido com caos e anarquia, surgiram duas perguntas: a) como evitar a anarquia?; b) Como poderia estabelecer­‑se a ordem política sem retornar às fontes tradicionais desacreditadas que haviam provocado aqueles problemas?

Em suma, como ter ordem social e política sem tirania? Como estabelecer ordem, não “de cima,” mas “de baixo?” Em termos bem simples,

é este o problema que está no cerne do que hoje chamamos filosofia política liberal. O conceito que os liberais muitas vezes usam para reforçar a necessidade de ordem com a exigência de que venha “de cima,” é o de autoridade. Como liberais, obedecemos ao Estado não por estar fundamentado racionalmente e ser moralmente perfeito, não por incorporar a palavra de Deus, não por tender a usar a força contra nós, caso não o fizermos, mas porque nós autorizamos o Estado a nos dominar e a manter a ordem. O Estado, porém, está autorizado somente sob condição de proteger nossa liberdade, de forma que jamais voltemos a estar sujeitos aos regimes tirânicos da Europa feudal. Entretanto, como veremos neste capítulo, acertar o equilíbrio entre autoridade e liberdade não é questão

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Medium 9788530961930

Terceiro livro - Primeiro capítulo: Como Nietzsche compreende seu pensamento e como ele compreende a si mesmo

JASPERS, Karl Grupo Gen PDF

Primeiro capítulo: Como Nietzsche compreende seu pensamento e como ele compreende a si mesmo

Vida e conhecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Unidade e divisão entre vida e conhecimento. – Pensar a partir de uma dialética real.

Consciência da forma lógica de pensamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Oposição e contradição. – O todo. – O sistema.

A possibilidade da comunicação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Necessidade da comunicação. – O fundamento da imediatidade. – A comunicação indireta. – A necessidade e a verdade das máscaras. – Alegoria e canto. – Polêmica.

O que Nietzsche é para si . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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e o conhecer abandona o solo que ele possui em um objeto determinado, a fim de se voltar para o ser mesmo, então origem, realização e comunicação do pensar tanto quanto a autoconsciência deste pensar precisam ser diversos do que na lida cotidiana e na lida científica com tais coisas, que parecem estar presentes em palavras e conceitos de maneira inquestionada.

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