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15- Investimentos, Poupanças, Contas-correntes e Câmbio Real

BACHA, Edmar; BOLLE, Monica de Grupo Gen PDF

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Investimentos, Poupanças,

Contas-Correntes e Câmbio Real

Affonso Celso Pastore

Maria Cristina Pinotti

Terence de Almeida Pagano

1 INTRODUÇÃO

No Brasil as poupanças domésticas são insuficientes para financiar os investimentos, cuja elevação requer a absorção de poupanças externas, gerando déficits nas contas-correntes. Há uma regularidade empírica que persiste há décadas: as poupanças externas são predominantemente usadas para financiar o aumento da formação bruta de capital fixo. Mas a dependência dos investimentos com relação às poupanças externas cresceu depois de 1994. Entre 1970 e 1993, o aumento de um ponto percentual na formação bruta de capital fixo em proporção ao PIB levava a um aumento de importações líquidas menor do que o que ocorre a partir de 1994.

A aceleração do crescimento requer maiores déficits nas contas-correntes, o que levanta a questão sobre a sua sustentabilidade. Há exemplos de países, como a Austrália, que conseguiram conviver com déficits persistentes e elevados nas contas-correntes, mantendo taxas elevadas de crescimento.

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6 - Classificação da Despesa

GIACOMONI, James Grupo Gen PDF

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Classificação da Despesa

A classificação é a chave estrutural para a organização consciente e racional do orçamento do Governo.

Jesse Burkhead1

A linguagem orçamentária é essencialmente contábil. O orçamento nasceu com tal forma de representação e a mantém por ser a que melhor atende a suas múltiplas finalidades. O elemento básico de expressão do orçamento é a conta, por meio da qual é possível:

• antecipar as situações patrimoniais (no orçamento propriamente dito);

• registrar a movimentação patrimonial (na execução do orçamento); e

• demonstrar resultados patrimoniais (nos balanços).2

A conta é, ao mesmo tempo, instrumento de análise e de síntese. De análise, já que possibilita a representação de toda e qualquer variação nos elementos patrimoniais, e de síntese, pois o agrupamento das contas permite o conhecimento

1 

BURKHEAD, Jesse. Orçamento público. Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas, 1971. p. 145.

2 

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27- Financiamento do Investimento

BACHA, Edmar; BOLLE, Monica de Grupo Gen PDF

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Financiamento do Investimento

1

Julio Dreizzen

1 Introdução

Há 25 anos, com a orientação de Dionisio Dias Carneiro, defendi na PUC do Rio de Janeiro minha tese de mestrado sobre Fragilidade Financeira e Inflação, que pouco depois seria publicada pelo BNDES

(Dreizzen, 1985). O trabalho discute e formaliza as ideias de Hyman P. Minsky sobre fragilidade financeira e as situa no contexto de economias com inflação e instabilidade macroeconômica. Recentemente foi reeditado o livro Stabilizing an Unstable Economy (Minsky, 2008), em cuja primeira edição, de

1986, o autor apresentou seus principais desenvolvimentos teóricos.

A crise do Lehman Brothers revelou ao mesmo tempo uma série de questões que podem ser analisadas de uma ótica “minskyana”: a. o excesso de endividamento dos agentes econômicos na etapa ascendente do ciclo econômico; b. �as incertezas sobre os fluxos de fundos futuros e, por conseguinte, sobre a capacidade de servir as dívidas por parte daqueles agentes; c. as fraquezas dos modelos e dos pressupostos implícitos para a avaliação dos ativos; e d. os erros das agências de avaliação de risco e dos participantes do mercado ao analisar riscos.

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SEGUNDA SESSÃO - 8 - Debates da Segunda Sessão

BACHA, Edmar et al. Grupo Gen PDF

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Debates da Segunda

Sessão

Regis Bonelli: Antes de abrir a sessão para dúvidas e comentários, gostaria de fazer uma pergunta a cada um dos palestrantes, Albert Fishlow,

Andrew Sheng e André Lara Resende. Primeiro a

Fishlow. Um dos fatos que sabemos estar acontecendo na América Latina é que, em alguns países, o grau de expansão das despesas é muito mais alto que em outros, sobretudo, como você mencionou,

Argentina, Bolívia, Brasil, Equador e Venezuela. E isso é o oposto do que está acontecendo no Chile,

Colômbia, México e Peru, o outro grupo de países a que você se referiu. Você acha que isso tem algo a ver com o conjunto completamente diferente de políticas econômicas que estão sendo adotadas em cada um desses dois grupos, com mais protecionismo em um caso e menos no outro, e que consequências disso você vê no médio prazo?

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Estado da Economia Mundial: Desafios e Respostas

Albert Fishlow: A expansão das despesas ocorreu praticamente em quase todos os países da América Latina, em uma década em que se viu o retorno de taxas de crescimento mais altas, favorecidas pelo aumento do comércio internacional. Vale salientar, contudo, três diferenças entre os países do Atlântico e do Pacífico.

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3 - Breve Nota Histórica

GIACOMONI, James Grupo Gen PDF

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Breve Nota Histórica

A. Inglaterra1

Assim rezava o art. 12 da famosa Magna Carta, outorgada em 1217 pelo Rei

João Sem Terra:

Nenhum tributo ou auxílio será instituído no Reino, senão pelo seu conselho comum, exceto com o fim de resgatar a pessoa do Rei, fazer seu primogênito cavaleiro e casar sua filha mais velha uma vez, e os auxílios para esse fim serão razoáveis em seu montante.2

Tal dispositivo foi conseguido mediante pressões dos barões feudais, que integravam o Common Counsel: o órgão de representação da época. Aos nobres interessava basicamente escapar do até então ilimitado poder discricionário do rei em matéria tributária.

A aceitação dessa forma de controle representativo por parte do Parlamento nem sempre foi tranquila, pois os monarcas tendiam a reagir estimulados pelo absolutismo que dominava a coroa britânica. As consequências mais graves das divergências entre a monarquia e o Parlamento ocorreram no século XVII. Os pro-

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