207 capítulos
Medium 9788522478415

14 Culturas Negras no Brasil

MARCONI, Marina de Andrade; PRESOTTO, Zelia Maria Neves Grupo Gen PDF

Culturas Negras no Brasil

14

14.1 Introdução

O negro, como grupo étnico integrante da população brasileira, vem exigindo dos estudiosos tratamento, se não especial, pelo menos cuidadoso e profundo, dada sua significativa presença desde o início de nossa história. Genética e culturalmente, vem imprimindo no povo e na cultura brasileira suas marcas, especificidades físicas e traços culturais, que até hoje persistem como herança formadora da nossa sociedade. Em se tratando de contatos interétnicos, talvez não haja país como o Brasil, onde se mesclaram tantas etnias e culturas diferentes. Não apenas o negro, mas também o indígena, o elemento europeu e, mais tarde, o asiático, diversificados, determinaram a formação étnica do brasileiro, fornecendo elementos que plasmaram sua cultura.

Concorreram para isso os processos de mestiçagem e aculturação que se iniciaram no começo do período colonial e se desenrolaram através dos mais de cinco séculos de nossa história.

É fundamental ressaltar que esses grupos étnicos diversificados – indígena, africano, europeu e asiático – não constituíram “raças na verdadeira acepção da palavra”. Eram grupos heterogêneos, com diversidade de valores, resultantes de longa formação étnica e cultural, secularmente miscigenados, que, portadores de origens diversas, legaram uns aos outros, a partir dos primeiros contatos, traços e valores de suas culturas.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536317113

10. Entrando no campo

Uwe Flick Grupo A PDF

Introdução à pesquisa qualitativa

10

Entrando no campo

As expectativas dos pesquisadores qualitativos e o problema do acesso, 109

As definições de papéis ao entrar em um campo aberto, 110

O acesso a instituições, 111

O acesso a indivíduos, 112

Estranheza e familiaridade, 114

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

desenvolver uma sensibilidade a esse passo-chave no processo de pesquisa. compreender que você, enquanto pesquisador, precisará situar-se no campo. aprender as estratégias que as instituições usam para lidar com pesquisadores e,

às vezes, impedi-los de entrar. compreender a dialética de estranheza e familiaridade neste contexto.

AS EXPECTATIVAS DOS

PESQUISADORES QUALITATIVOS

E O PROBLEMA DO ACESSO

A questão do acesso ao campo em estudo é mais crucial na pesquisa qualitativa do que na quantitativa. Aqui, o contato buscado pelos pesquisadores é o mais próximo ou mais intenso, o que, em resumo, pode ser demonstrado em termos das expectativas associadas a alguns dos métodos qualitativos atuais. Por exemplo, a realização de entrevistas abertas exige um maior envolvimento entre o entrevistado e o pesquisador do que aquele necessário na simples entrega de um questionário. Na gravação de conversas cotidianas, esperase dos participantes certo grau de revela-

Ver todos os capítulos
Medium 9788536317113

3. Pesquisa qualitativa e quantitativa

Uwe Flick Grupo A PDF

Introdução à pesquisa qualitativa

3

Pesquisa qualitativa e quantitativa

As discussões atuais sobre pesquisa qualitativa e quantitativa, 39

As relações entre pesquisa qualitativa e quantitativa, 40

Associando pesquisa qualitativa e quantitativa em um único plano, 42

A combinação de dados qualitativos e quantitativos, 45

A combinação de métodos qualitativos e quantitativos, 46

A associação de resultados qualitativos e quantitativos, 46

A avaliação da pesquisa e a generalização, 47

A apropriabilidade dos métodos como ponto de referência, 47

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

✓ compreender a distinção entre pesquisa qualitativa e quantitativa.

✓ reconhecer o que precisa ser considerado ao combinarem-se métodos de pesquisa alternativos.

AS DISCUSSÕES ATUAIS

SOBRE PESQUISA QUALITATIVA

E QUANTITATIVA

Na produção dos últimos anos, encontra-se um grande número de publicações que tratam das relações, das combinações e das distinções da pesquisa qualitativa. Antes de nos concentrarmos sobre os aspectos peculiares da pesquisa e dos métodos qualitativos nos capítulos seguintes, quero apresentar aqui uma breve visão geral do debate qualitativo-quantitativo e das versões combinadas de ambos. Isto deverá ajudar o leitor a situar a pesquisa qualitativa neste contexto mais amplo e, assim, obter

Ver todos os capítulos
Medium 9788582602546

Capítulo 10. Etiqueta em eventos

Lurdes Oliveira Dorta Grupo A PDF

Keli de Araujo Rocha

capítulo 10

Etiqueta em eventos

Quando nos comportamos de maneira amistosa e hospitaleira com as pessoas no ambiente de trabalho, o reflexo será de equilíbrio nas relações, maior produtividade e criatividade, culminando em um ambiente de cooperação menos vulnerável a tensões e mal-entendidos. A etiqueta tem a função de ditar o comportamento adequado das pessoas no convívio social, auxiliando a comunicação e a vida em sociedade. Para compreendê-la em sua plenitude, estudaremos, ao longo deste capítulo, a importância e o foco da etiqueta para o profissional que atua na área de eventos.

Objetivos de aprendizagem

Reconhecer a importância da etiqueta para o profissional que atua na área de eventos.

Utilizar as regras de etiqueta nos âmbitos pessoal, profissional e à mesa.

Aplicar as regras de emissão de convites e de trajes para eventos sociais.

Evento - Cap 10.indd 161

28/07/2014 13:22:06

Introdução

No século XI, uma princesa de Bizâncio – do Império Romano do Oriente, mais refinado do que os ocidentais semibárbaros – levou um garfo na bagagem quando viajou para se casar com Doge de Gênova. Isso gerou um escândalo: na Europa, praticamente só se conhecia, como talher, a faca, que, aliás, nem se poderia definir como utensílio de mesa, porque o seu uso era múltiplo. O garfo bizantino (costuma-se dizer) causou um escândalo. A princesa foi insultada por um sacerdote em um sermão, acusando-a de ímpia. Como a princesa logo morreu, considerou-se que Deus a castigou por sua soberba.

Ver todos os capítulos
Medium 9788521635406

Capítulo 26 - Crédito e banco

MARX, Karl Grupo Gen PDF

capítulo

26

Crédito e Banco*

O capitalista tem incessantemente de pagar dinheiro a muitas pes‑ soas e tem incessantemente de receber de muitas pessoas. Essa ope‑ ração puramente técnica de pagamento e recebimento de dinheiro constitui um trabalho autônomo, não criando valor, mas fazendo parte dos gastos da circulação. Além disso, certa parte do capital deve sempre existir como riqueza: reserva de meios de compra, reserva de meios de pagamento, capital não empregado e esperando encontrar uma forma de emprego; e uma parte do capital reflui sem cessar sob essa forma. O que, ao lado do recebimento, do pagamento e da con‑ tabilidade, torna necessária a conservação da riqueza, que constitui, por sua vez, um trabalho especial.

Esses movimentos puramente técnicos que o dinheiro deve des‑ crever, da mesma forma que os trabalhos e os gastos resultantes, são reduzidos pelo fato de que são realizados para toda a classe capitalista por uma categoria particular de capitalistas ou de agentes.

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos