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Medium 9788577809653

Capítulo 3 - Mutações urbanas

Carlos Leite de Souza; Juliana di C. M. Awad Grupo A PDF

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MUTAÇÕES URBANAS

Cidades genéricas

A noção de território tem variado ao longo do tempo. O conceito de território foi-nos passado pela modernidade e assim tem vindo até o presente, quando, claramente, já não satisfaz à dinâmica da vida contemporânea, à fragmentação espacial das metrópoles e à realidade do mundo globalizado.

As novas tecnologias e a globalização econômica têm alterado os significados das nossas noções de geografia e distância. Após estudos exaustivos das alterações urbanas provocadas pelo processo de globalização, Saskia Sassen (2008) conclui que há, na verdade, uma geografia da centralização e não da dispersão ou descontinuidade, que não respeita fronteiras urbanas ou nacionalidades. No final do século

20, a globalização impôs ao território uma dinâmica até então inesperada. Deve-se ter em mente, porém, que, mesmo nos lugares onde os vetores da globalização estão mais presentes, o território habitado e com vida local mantém características próprias, cria novas sinergias que se contrapõem à globalização. Vive-se, portanto, uma realidade de crise, um conflito cultural da sociedade que se apresenta na escala do território. Esses processos simultâneos – globalização e fragmentação – geram territórios contraditórios, desconexões e intervalos na mancha urbana.

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Medium 9788582604281

Capítulo 13 - Habitabilidade dos interiores

Francis D. K. Ching Grupo A PDF

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Habitabilidade dos interiores

O ar de qualidade em um ambiente interno é aquele que não tem concentrações perigosas de contaminantes aéreos, como particulados, dióxido de carbono, produtos químicos nocivos

à saúde, fumaça de tabaco, odores, umidade e contaminantes biológicos. Os contaminantes aéreos constituem uma carga sobre a edificação, com o complicador de que essa carga não se origina apenas no espaço externo: ela também pode surgir nos espaços internos.

13.01 Os contaminantes aéreos não se originam apenas fora de uma edificação: eles também surgem nos interiores.

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Edificações Sustentáveis Ilustradas

Fontes pontuais de contaminantes

Ventilação inadequada

Fontes gerais de contaminação

Problemas típicos

Remoção na fonte

Ventilação (diluição)

Coleta na fonte

Filtragem

As melhores práticas

13.02 Abordagens para que se consiga um interior com ar de boa qualidade.

Exaustor

Entrada de ar para ventilação

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Medium 9788582601013

Capítulo 6 - Os Fundamentos da Arquitetura - A Ordem

Francis F. K. Ching; James F. Eckler Grupo A PDF

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Os Fundamentos da

Arquitetura

A Ordem

Como a arquitetura é organizada?

Os vários espaços e funções de uma edificação se relacionam entre si por meio de princípios de organização e ordenamento.

• Os princípios de organização determinam que cômodos ficam contíguos entre si e quais ficam separados. Eles determinam o caráter público ou privado de um espaço.

• Os princípios de ordenação determinam a sequência na qual as áreas são encontradas. Eles definem a lógica pela qual as características espaciais ou as funções são distribuídas por meio da composição de uma edificação.

Essas considerações fundamentais do projeto de arquitetura produzem edificações que fazem sentido – um prédio que

é entendido de modo intuitivo à medida que nele entramos.

A disposição e a sequência dos diferentes espaços entre si determinarão quais são mais ou menos importantes. As barreiras que dividem os espaços e as aberturas que os conectam dizem a uma pessoa quais espaços podem ser entrados e quais são proibidos. Já a proximidade ou a distância dos espaços entre si determinam a relação entre as funções da edificação.

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Medium 9788582604304

Capítulo 32 - Espaços esportivos: ginásios e esportes ao ar livre

Pamela Buxton Grupo A PDF

Espaços esportivos: ginásios e esportes ao ar livre

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Philip Johnson e Tom Jones

Philip Johnson e Tom Jones são arquitetos da Populous

PONTOS-CHAVE:

• Todos os esportes são praticados em uma área demarcada, que pode ser um campo, uma pista, uma quadra, um rinque, uma piscina, entre outras. O órgão fiscalizador ou regulamentador de cada modalidade esportiva é quem, em geral, definirá as exigências dimensionais

• Existem quadras ou campos de esportes que, dentro de certa variação nas dimensões, podem atender a várias modalidades esportivas

• No planejamento de espaços fechados, o arquiteto deverá levar em conta a altura do ambiente exigida para a prática de cada esporte. Às vezes, essa altura varia conforme o nível das competições feitas no local, assim é preciso consultar o

órgão fiscalizador em questão

• Para o cálculo das linhas de visão dos espectadores, o arquiteto deverá determinar o que deve ser visto, que pode ser as linhas laterais de um campo, a altura provável na qual uma bola de rúgbi seria chutada para o alto, ou a posição do árbitro sentado em uma cadeira elevada. Também devemos nos recordar de que nem sempre é possível que se veja todo um campo ou quadra em quaisquer posições assumidas pelos espectadores

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Medium 9788582601778

Estudos de Caso 12 - Casa Duncan

Sue Roaf Grupo A PDF

ESTUDO DE CASO 12

CASA DUNCAN

ARQUITETO/PROPRIETÁRIO

Graham Duncan

LOCALIZAÇÃO

Ostend, Waiheke Island, Nova Zelândia;

36° S, 174° L, 10 m acima do nível do mar

CLIMA

Temperado

ÁREA

84 m²

EC 12.1

A Casa Duncan (fonte: Robert Vale).

CARACTERÍSTICAS DE SUSTENTABILIDADE

• Energia eólica e solar • Calefação solar • A água da chuva atende à demanda total

DESCRIÇÃO DA CASA E PROGRAMA DE NECESSIDADES

Essa casa é uma simples residência de dois pavimentos, com planta retangular. Localiza-se em Ostend, o centro administrativo de Waiheke Island. Essa vila também contém o único supermercado e a única loja de materiais de construção da ilha. A casa foi projetada por Graham Duncan e buscava ser simples e barata. Seu telhado de duas águas está voltado para norte e sul. As fachadas norte e sul têm 6 m de comprimento e as leste e oeste, 7 m. A entrada é pelo oeste, com as vistas principais da casa voltadas para a Baía de Anzac (sul). O lado norte do telhado não tem mansardas, permitindo que toda sua área possa ser utilizada por um sistema de energia solar. A casa foi construída na forma convencional em que são feitas as casas com estrutura de madeira na Nova Zelândia, com isolamento em fibra de vidro classe R2.2, revestimento interno em placa de gesso no piso térreo e madeira compensada no segundo pavimento. O acabamento externo é em folhas de madeira compensada e o telhado, com telhas corrugadas comuns de aço. As janelas são de fabricação local, com vidros simples e esquadrias de alumínio (com vedação contra ventos).

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